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Rússia vai à Justiça contra Ucrânia por dinheiro de gás

Moscou, 14 jan (EFE).- O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev disse hoje que cobrará judicialmente da Ucrânia o US$ 1,2 bilhão que, segundo ele, a estatal russa Gazprom perdeu, o que atribui a um suposto bloqueio do trânsito de gás pelo território ucraniano.

EFE |

O presidente russo fez esta declaração após o presidente da Gazprom, Alexei Miller, lhe dizer, na televisão que a companhia tinha deixado de esta quantia pela crise do gás com a Ucrânia.

"Nosso país não pode se permitir a perda de tais somas. Basta de presentear, é preciso contabilizar bem as perdas e reivindicar esse dinheiro aos culpados pela situação", acusou.

Miller afirmou que recebeu da estatal ucraniana Naftogaz um projeto de acordo para trânsito do gás no qual a condição de Kiev para retomar a passagem seria que a Gazprom lhe cedesse "a fundo perdido, ou seja, de graça", 360 milhões de metros cúbicos de gás em janeiro, mais 600 milhões de metros cúbicos em fevereiro e outros 600 milhões em março.

"Desta forma, nos propõem a presentear Kiev com US$ 700 milhões de gás só por retomar o fornecimento", disse Miller.

A Rússia acusou hoje que a Ucrânia de manter o bloqueio do abastecimento de gás à Europa e exigiu da Comissão Européia que pressione o Governo de Kiev.

A companhia ucraniana Naftogaz responde dizendo que a remessa de gás não se retoma porque a rota escolhida pela Gazprom para o bombeamento rumo aos Bálcãs é diferente da habitual e exigiria cortar o abastecimento interno de quatro regiões da Ucrânia. EFE se/jp

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