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Rússia provoca os EUA e confirma exercício naval com a Venezuela

SÃO PAULO - A Rússia anunciou ontem que enviará ainda este ano uma esquadra de navios (incluindo um cruzador movido a energia nuclear) e uma frota de aviões para a costa do Caribe, para manobras militares conjuntas com a Venezuela. Será a primeira manobra militar de grande proporção que Moscou realizará na vizinhança dos Estados Unidos desde o fim da Guerra Fria.

Valor Online |

O anúncio foi feito num momento de tensão crescente na relação entre Rússia e EUA e depois de Washington ter enviado navios de guerra para a costa da Geórgia, levando ajuda humanitária. A ajuda americana foi despachada menos de um mês depois de forças russas terem lançado uma operação militar contra a ex-república soviética.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Andrei Nesterenko, insistiu ontem que a decisão de Moscou de realizar exercícios navais com a Venezuela foi tomada antes da guerra com a Geórgia. Este envio havia sido planejado previamente e não tem relação com a situação política atual nem com os últimos desdobramentos no Cáucaso , disse. Na semana passada, no entanto, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, disse que a Rússia daria uma resposta ao envio de navios à Geórgia.

No sábado, o presidente russo, Dmitri Medvedev, criticou a manobra americana perguntando retoricamente como Washington se sentiria se nós agora despachássemos assistência humanitária para o Caribe, usando nossa Marinha?
Segundo Nesterenko, a missão naval russa à Venezuela incluirá o cruzador nuclear Pedro, o Grande, um dos maiores navios de combate do mundo. O Almirante Chabanenko, o mais moderno destróier russo, também participará dos exercícios, juntamente com outros navios. O porta-voz do chancelaria russa disse que as manobras acontecerão em novembro.

Os EUA reagiram com indiferença e com sarcasmo. O porta-voz da Casa Branca, Gordon Johndroe, disse que o país vai observar como exercícios serão feitos e que os EUA realizam exercícios conjuntos pelo mundo e que muitos outros países também o fazem . Fazendo piada da capacidade russa, o porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, disse que, se a Rússia vai mandar navios para o Caribe, significa que eles encontraram os poucos navios que podem ir tão longe .

Num outro lance da escalada de tensão entre os dois países, o presidente George W. Bush cancelou um acordo de cooperação em energia nuclear com Moscou. Bush havia enviado o acordo em maio para aprovação do Congresso, mas ontem retirou o texto. A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse que infelizmente, dado o ambiente atual, o momento não é correto para esse acordo .

O governo russo disse ontem que retirará suas tropas do centro da Geórgia dentro de um mês. Mas não se comprometeu a sair das duas regiões separatistas georgianas apoiadas por Moscou.

(Valor Econômico, com agências internacionais)

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