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Rússia propõe criação de centro financeiro alternativo a Wall Street

Cannes (França), 13 nov (EFE) - O presidente russo, Dmitri Medvedev, afirmou hoje que Moscou deseja criar um centro financeiro alternativo a Wall Street, o qual responsabiliza da atual crise econômica global.

EFE |

"Estamos trabalhando para criar dentro de nossas possibilidades um dos centros financeiros mundiais", apontou Medvedev em Cannes, na França, em uma mesa-redonda com empresários russos e europeus.

O líder russo, que dali viajará para Washington para participar da reunião do Grupo dos Vinte (G20) em Washington, ressaltou que a Rússia quer se transformar em um dos "principais jogadores do sistema financeiro global. Sobre isso, o presidente da Rússia afirmou que não deveria-se ter "muitas expectativas" sobre os resultados da reunião do grupo. "A importância do encontro é que será realizado e se centrará nos assuntos mais complicados e nos mecanismos para superar a crise", explicou. "No jantar de sexta-feira em Washington, já falaremos a mesma língua", previu.

Medvedev, que participará nesta sexta da cúpula União Européia-Rússia em Nice, calculou em pelo menos US$ 1,5 trilhão as perdas originadas pela crise financeira global e destacou que essas são as estimadas, "já que as verdadeiras são ainda maiores e, apesar de calculá-las não vai ser agradável, é necessário".

O chefe do Kremlin ressaltou que as posições em relação à crise financeira e sua solução por parte da Rússia e da União Européia são "coincidentes". "Acabou o tempo de falar. Chegou a hora de tomar decisões", indicou.

Medvedev ressaltou que a idéia é "sistematizar os institutos reguladores nacionais e internacionais (...), endurecer as condições de supervisão financeira e aumentar a responsabilidade das agências auditoras".

"Finalmente, é necessário garantir o acesso universal aos benefícios devido ao levantamento das barreiras comerciais e a liberdade de circulação de capitais", acrescentou.

O líder russo destacou que, apesar da crise, a economia russa crescerá quase 7% este ano, em linha com os últimos oito anos.

"O próximo ano será mais difícil, mais complicado para todos nós (...) o crescimento certamente se reduzirá e a situação com a inflação será complicada", comentou.

Também antecipou que a Rússia injetará US$ 200 bilhões na economia e no sistema bancário, afligido pela falta de liquidez.

Em qualquer caso, insistiu em que o Kremlin seguirá a política de modernização do país no que se refere à redução das barreiras burocráticas e à reforma tecnológica, armamentista e industrial. EFE io/db

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