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Rússia promete retomar envio de gás à Europa

O governo da Rússia e a companhia de petróleo e hidrocarburetos Gazprom garantiram que retomarão hoje o fornecimento de gás à União Europeia, prejudicado desde 1º de janeiro. O anúncio veio na manhã de ontem, em Bruxelas, depois que o governo da Ucrânia confirmou que assinara, dessa vez sem restrições, um acordo para permitir o acesso de observadores internacionais aos gasodutos.

Agência Estado |

A estimativa de retorno do fluxo de combustível pelo gasoduto Brotherhood - que corta a Ucrânia e por onde passa 80% do gás vendido pela Rússia à Europa - foi feita pelo diretor-geral da Gazprom, Alexandre Medvedev, em Bruxelas. "Se tudo correr bem, nós vamos começar a injetar em breve os primeiros volumes do gás", assegurou. Segundo José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, a entrega do gás deve começar "no máximo até a terça-feira (hoje)".

O compromisso está condicionando ao início do trabalho dos observadores europeus, ucranianos e russos, que monitorarão o fluxo com combustível com o objetivo de assegurar que a Gazprom o envia e que a companhia Naftagaz, de Kiev, não o desvia para suprir seus próprios estoques, como acusa o Kremlin.

A garantia ainda gera desconfianças na Europa, já que dois acordos sobre o tema, firmados pelos primeiros-ministros da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Ioulia Timochenko, acabaram não sendo cumpridos.

No domingo, por ordem do presidente russo, Dmitri Medvedev, a Gazprom voltou atrás em sua palavra de retomar o envio de gás. A decisão ocorreu após a inclusão, em Kiev, de uma cláusula não prevista no acordo segundo a qual a Ucrânia afirmava que não deve nada aos russos e que deveria passar a receber o combustível de forma gratuita. "Nós somos obrigados a considerar o documento assinado como nulo e sem valor. Não o aplicaremos até que esta ressalva seja retirada", disse, no domingo, Dmitri Medvedev.

Mesmo que o fornecimento seja retomado hoje, o acordo parcial não encerra o conflito diplomático e comercial entre a Rússia e a Ucrânia - a pior crise energética da história da UE. Gazprom e Naftagaz ainda divergem em torno de uma dívida avaliada em US$ 2 bilhões, dos ucranianos para com os russos. Além disso, ambas as companhias precisam negociar o novo preço do gás, e a diferença das propostas é grande. Em meio à crise entre os dois governos, 15 países da União Europeia sofreram com os cortes de envio do gás.

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