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Rússia pode cortar fornecimento de gás à Ucrânia por falta de pagamento

Moscou, 23 nov (EFE).- Às vésperas do rigoroso inverno europeu, a Rússia ameaça novamente cortar a partir de 31 de dezembro o fornecimento de gás à Ucrânia, cuja dívida com o Governo russo chega a US$ 2,4 bilhões, segundo Moscou.

EFE |

"A Gazprom não fornecerá gás à Ucrânia se não forem assinados novos contratos e quitado o pagamento da dívida", disse hoje o porta-voz do consórcio de gás, Serguei Kuprianov.

A menção aos novos contratos, se refere, principalmente, ao novo preço, o que Moscou pretende estabelecer em US$ 400 por metro cúbico, frente aos US$ 179,4 pagos até agora, se a Ucrânia não quitar a dívida imediatamente.

Os principais prejudicados com a disputa podem ser - como ocorreu no inverno de 2006 (hemisfério norte) - os consumidores europeus, já que 80% do gás bombeado pela Gazprom à União Européia (UE) circula por solo ucraniano.

A Gazprom fornece 40% das necessidades de gás da União Européia (UE), e países como Alemanha e França compram da companhia russa entre 20% e 30% de suas necessidades.

Na "guerra do gás" de 2006, Alemanha, França, Itália, Polônia, Hungria, Eslováquia, Áustria, Eslovênia e Romênia tiveram seu fornecimento de gás reduzido entre 14% e 44%.

A Gazprom "queria evitar" o corte de gás durante a noite de Ano Novo, "mas não é possível fornecer gás sem contrato", afirmou o porta-voz, antes de acrescentar, otimista, que "ainda há tempo de chegar a um acordo".

Segundo Kuprianov, "o gás continua queimando como antes nas empresas ucranianas, portanto, a crise financeira não tem nada a ver com isso".

Este mês, o Fundo Monetário Internacional (FMI) concedeu à Ucrânia um crédito contingencial no valor de US$ 16,4 bilhões para fortalecer a estabilidade econômica e a confiança no país, abalado pela crise financeira.

Em comunicado especial, o FMI afirmou que o crédito representa um acesso excepcional por parte da Ucrânia ao Fundo, e que ele foi aprovado mediante um mecanismo financeiro de emergência que incluía, em particular, a entrega imediata do equivalente a US$ 4,5 bilhões.

O porta-voz insistiu que a Gazprom não é guiada por "considerações políticas, mas por razões econômicas, como o inquestionável pagamento da dívida e das faturas correntes". EFE mb/ev/an

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