Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Rússia pode ampliar em 50% produção de grãos--Cargill

MOSCOU (Reuters) - A Rússia tem potencial para elevar a produção de grãos em 30 a 40 milhões de toneladas por ano, um aumento de 50 por cento em relação aos níveis atuais, disse o presidente e chefe-executivo do grupo Cargill [CARG.UL] na quinta-feira, segundo o jornal Vedomosti. Greg Page afirmou ao jornal russo que sua empresa pode dobrar os investimentos no país para 1 bilhão de dólares nos próximos 5 a 6 anos.

Reuters |

'Eu sei que o primeiro-ministro (Vladimir) Putin está convencido da necessidade de aumentar a produção de grãos na Rússia em 30 a 40 milhões de toneladas', disse Page, explicando que pode ser necessário de sete a oito anos para que isso seja alcançado, dado o tamanho e as condições climáticas da Rússia.

'Se você olhar a quantidade de hectares e a qualidade do solo, se o solo estiver pronto para produção e se forem criadas infra-estrutura suficiente e instalações de processamento, não vejo esse objetivo como algo impossível para os produtores russos', completou.

A Rússia estima colher ao menos 85 milhões de toneladas de grãos neste ano, ante 81,8 milhões em 2007.

Page afirmou que, segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), o consumo global de alimentos deve aumentar 50 por cento até 2030 e dobrar até 2050, e a Rússia responderá por uma boa parte do aumento.

'Tenho certeza que o mundo precisa dos grãos russos para melhorar o equilíbrio entre a oferta e a demanda no mercado de grãos', disse ele.

A Rússia, um dos principais fornecedores de grãos do mundo, exportou 13 milhões de toneladas em 2007/08, encerrado em junho. A União Russa de Grãos afirmou que o país deve elevar as exportações para 17 milhões na próxima temporada.

Page explicou que a Cargill gastou 500 milhões de dólares em projetos na Rússia desde que começou a trabalhar no país, em 1991, e pode dobrar o investimento no médio prazo.

'Não ficarei surpreso se investirmos ao menos a mesma quantidade nos próximos 5 a 6 anos', disse ele.

(Por Tanya Mosolova)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG