SÃO PAULO - O presidente russo Dmitri Medvedev ordenou o fim das operações militares contra a Geórgia. A decisão foi tomada depois de concluir que foi restaurada a segurança para os civis na Ossétia do Sul, cujo controle é disputado por russos e georgianos. Antes do anúncio pelo Kremlin, contudo, houve indicações de bombardeios russos na cidade de Gori, na Geórgia.

O anúncio feito pelo mandatário russo coincide com a chegada a Moscou do presidente francês Nicolas Sarkozy, que ocupa a direção rotativa da União Européia. Ele recebeu bem a notícia de que Moscou deteve a invasão da Geórgia, mas lembrou que agora é necessário um cessar-fogo. Devemos elaborar um cronograma rápido para que cada parte possa voltar às posições de antes da crise, sustentou Sarkozy.

Não existem sinais de que a Rússia tenha vontade de iniciar um diálogo com o governo georgiano. Medvedev comunicou a suspensão da campanha militar na Geórgia, mas não disse que as tropas russas estavam se retirando e as forças da Rússia têm autorização para atirar nos inimigos em Ossétia do Sul.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, lançou um alerta à Rússia notando que a escalada brutal e dramática do confronto poderia abalar os laços de Moscou com o Ocidente. A Rússia invadiu um estado vizinho soberano e ameaça um governo democrático eleito pelo povo. Tal ação é inaceitável no século 21, afirmou.

(Juliana Cardoso | Valor Online, com agências internacionais)

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