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Russia e Venezuela firmam acordo nuclear

Moscou e Caracas firmaram nesta quarta-feira um acordo para promover o desenvolvimento de energia nuclear para fins pacíficos, concretamente para satisfazer as necessidades energéticas da Venezuela e contribuir para a diversificação de suas fontes energéticas.

AFP |

O acordo faz parte de uma série de convênios firmados hoje entre os presidentes russo, Dimitri Medvedev, e venezuelano, Hugo Chávez.

Medvedev, que chegou hoje à Venezuela, também assinou acordos nas áreas de petróleo, militar, industrial e financeira.

A Venezuela foi, precisamente, o primeiro país a instalar e ativar um reator atômico na América Latina, em 1957, construído para pesquisas científicas e atualmente fora de serviço.

No momento, apenas Brasil e Argentina têm reatores nucleares em atividade na América do Sul, e mantêm convênios de pesquisa e cooperação bilateral desde novembro de 2005.

Durante a assinatura dos acordos, Medvedev destacou o avanço da cooperação entre Rússia e Venezuela: "Nossa colaboração nos últimos anos tem se fortalecido seriamente e se desenvolve de forma florescente. Considero que tem grandes perspectivas de futuro e vamos nos dedicar ativamente a isto".

O presidente russo considerou que "os dois países compartilham o desejo de fomentar um 'mundo multipolar' e destacou (...) o grande potencial" de Rússia e Venezuela para buscar juntos os caminhos para superar este difícil momento econômico mundial.

O líder russo acrescentou que os acordos na área militar "têm em conta, estritamente, o direito internacional", garantindo que "esta cooperação vai prosseguir".

Entre 2005 e 2007, Moscou e Caracas firmaram contratos para a venda de armas totalizando 4,4 bilhões de dólares, que incluíram radares, 24 aviões Sukhoi-30, 50 helicópteros e 100 mil fuzis Kalashnikov, entre outros equipamentos.

Na quinta-feira, Chávez e Medvedev visitarão os navios da frota russa que chegaram na terça à Venezuela para realizar manobras conjuntas no mar do Caribe.

bl/LR

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