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Rússia e Ucrânia se comprometem a submeter disputa sobre gás a verificação

José Manuel Sanz. Praga, 7 jan (EFE).- As autoridades da Rússia e da Ucrânia se comprometeram com a União Européia (UE) a submeterem à verificação internacional sua disputa sobre o transporte de gás russo para a Europa, cuja interrupção já criou uma situação de emergência em vários Estados europeus.

EFE |

O presidente rotativo da UE, o tcheco Mirek Topolanek, e o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, anunciaram em entrevista coletiva conjunta este compromisso contraído pelos primeiros-ministros de Rússia e Ucrânia, após uma série de contatos telefônicos.

"É uma luz no fim do túnel", afirmou o primeiro-ministro Topolanek, que, no entanto, se expressou com extrema cautela sobre os resultados práticos.

Segundo explicação dada pelos dois líderes, a Presidência rotativa tcheca e a CE convidaram representantes estatais do setor de gás da Rússia e da Ucrânia para uma reunião "técnica", amanhã em Bruxelas, na qual serão decididas as condições do envio da missão.

Trata-se de comprovar a causa da interrupção do fluxo de gás russo que deveria transitar pela Ucrânia em direção à Europa.

Segundo Barroso, que conversou nas últimas horas tanto com o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, como com a primeira-ministra ucraniana, Yulia Timoshenko, as duas partes afirmam estar cumprindo seus contratos.

"Putin me disse que a Rússia fornece o gás, mas que há problema de trânsito pela Ucrânia. Por outro lado, a primeira-ministra Timoshenko me afirma que não há problema e que pode enviar o gás caso o receba da Rússia", declarou Barroso.

"Esperamos que a Rússia - acrescentou - forneça o gás à rede ucraniana e que a Ucrânia não o esteja cortando. As duas partes nos dizem que aceitam observadores estrangeiros para verificar" que assim está acontecendo.

A crise energética provocada pelos cortes no fornecimento de gás, em um dos invernos mais frios da década, concentra boa parte da reunião de coordenação que realizaram hoje em Praga os membros do Governo tcheco e da Comissão Européia.

Topolanek comemorou o fato de que, apesar de ter tido que estrear no comando da UE "mais depressa que o esperado" com uma emergência como a do gás, já existe uma perspectiva de solução.

Além da reunião técnica de Bruxelas, para a qual estão convidados o presidente do diretório da russa Gazprom e o da Naftogas, amanhã acontecerá em Praga uma reunião informal dos ministros de Assuntos Europeus da UE, onde também se discutirá a questão.

A UE exige que a Rússia e a Ucrânia, que, independente de sua disputa bilateral, restabeleçam imediatamente o abastecimento de gás para a Europa, enquanto os supervisores internacionais possam verificar qual é a situação.

"Sexta-feira é o dia-chave", declarou Topolanek.

Mas nem ele nem Barroso quiseram antecipar qual será a resposta da UE caso os cortes não sejam solucionados, apesar de o primeiro ter advertido anteriormente, em uma conversa com um grupo de correspondentes de Bruxelas, que a Europa "tomaria medidas mais enérgicas".

"Concentramo-nos em buscar uma solução positiva", declarou por seu lado o presidente da CE.

"Caso não seja restabelecido o abastecimento haverá dúvidas muito sérias sobre a confiabilidade da Ucrânia como país de passagem e da Rússia como fornecedor de energia. Espero que não cheguemos a isto", declarou Barroso.

O que está claro para Topolanek é que os dois países "perderão" se os consumidores europeus continuarem sendo vítimas de seu conflito bilateral.

Serão aceleradas as duas alternativas de gasodutos pelo Báltico, ao norte, e pela Turquia, ao sul, para evitar a passagem do combustível pela Ucrânia, disse o primeiro-ministro.

"Algo que desejo", concluiu Topolanek. EFE jms/fal

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