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Rússia e Ucrânia chegam a um acordo e Europa espera pela normalização do gás

Rússia e Ucrânia alcançaram neste domingo um acordo para pôr fim a sua guerra do gás enquanto que a Europa espera, mais uma vez, a normalização do fornecimento.

AFP |

"Como assegurou a parte ucraniana, o fornecimento de gás será retomado dentro em breve", anunciou o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, depois de longas conversações com sua colega ucraniana, Yulia Timoshenko, em Moscou.

As companhias estatais russa Gazprom e ucraniana Naftogas assinarão na segunda-feira um acordo sobre as condições para o fornecimento de gás russo à Ucrania e seu trânsito para a Europa, afirmou, por sua parte, a assessoria de imprensa da chefe de Governo ucraniana.

O encontro dos dois premiês aconteceu depois de uma minicúpula realizada no sábado no Kremlin, na presença de dirigentes da UE.

Os analistas, no entanto, se questionam quando e como entrará em vigor o acordo negociado por Putin e Timoshenko, como também se interrogam sobre os aspectos financeiros.

Para a União Européia (UE), o verdadeiro "teste" será "se o gás fluir ou não para os consumidores europeus".

Estas negociações são consideradas como a última oportunidade pela Comissão Européia, irritada com as várias mudanças de posição nessa guerra do gás.

O acordo de domingo prevê que a Rússia venda no futuro seu gás para a Ucrânia "a um preço baseado numa fórmula européia", mas, com uma baixa de 20% para 2009 "com a condição de que os preços de trânsito se mantenham nos níveis fixados para 2008", explicou Putin.

"A partir de 1o. de janeiro de 2010, Ucrânia e Rússia passarão a preços europeus para o gás e o trânsito", acrescentou.

"Será interesante ver cómo será", se limitó a comentar el portavoz de la compañía ucraniana de hidrocarburos Naftogaz, Valentin Zemlianski.

A Europa deixou de receber gás russo proveniente do território ucraniano em 7 de janeiro.

Dependendo dos países, uma vez sejam reabertas as comportas, serão necessários entre 24 e 72 horas de fornecimento ininterrupto para receber de novo o gás russo, que representa um quarto do consumo de gás da UE e que transita em sua maioria por território ucraniano.

A Eslováquia recuperou neste domingo o fornecimento russo graças ao gasoduto Yamal-Europa, que atravessa a Belarus e a Polônia.

bds/cn

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