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Rússia e Ucrânia chegam a novo acordo sobre o gás

Rússia e Ucrânia chegaram a um acordo para pôr fim à sua guerra do gás, após uma maratona de negociações, enquanto a Europa espera, mais uma vez, o gás russo que chega pelo território ucraniano. O abastecimento será retomado totalmente em pouco tempo, disse o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, após longas conversações com a primeira-ministra ucraniana, Yulia Timoshenko, em Moscou.

Agência Estado |

A empresa estatal russa Gazprom e a ucraniana Naftogaz devem assinar hoje um acordo sobre as condições para o fornecimento de gás russo à Ucrânia e à sua passagem para a Europa, disse a assessoria de imprensa da chefe do governo ucraniano. "A senhora Timoshenko garantiu que, assim que os documentos forem assinados, o trânsito (para a Europa) será restaurado." O encontro entre os dois primeiros-ministros ocorreu após uma minicúpula no sábado à tarde no Kremlin, com a presença de altos funcionários de uma dezena de Estados europeus e da União Europeia (UE).

Os analistas, no entanto, perguntam-se quando e de que modo vai entrar em vigor o acordo negociado por Putin e Timoshenko, apesar de existirem ainda questões sobre os aspectos financeiros ou de como o assunto será recebido em Kiev, que vive em constante instabilidade política. Para a UE, o verdadeiro "teste" será "o fluxo ou não do gás para os consumidores europeus". "Recebemos positivamente o anúncio de um acordo político, mas continuamos bastante cautelosos, porque houve muitos acordos e promessas quebradas", comunicou a presidência da UE.

E além disso, como disse no sábado o presidente russo Dimitri Medvedev durante a minicúpula, surgirão questões "como a de saber quem foi o culpado" da crise e quem "pagará as perdas" derivadas. "Temos de criar um mecanismo internacional eficaz e operacional que impeça que tais situações se reproduzam e que assegure o trânsito", disse Medvedev. A Rússia quer que os abastecimentos através da Ucrânia se retomem "nos próximos dias", afirmou o presidente russo.

As negociações moscovitas foram consideradas como a "última oportunidade" pela Comissão Europeia - desgastada pelos múltiplos revezes da "guerra do gás".

O acordo de ontem prevê que a Rússia venda no futuro seu gás à Ucrânia "a um preço baseado na fórmula europeia", mas com um desconto de 20% para 2009, "com a condição de que os preços de trânsito se mantenham nos níveis fixados para 2008", explicou Putin. "A partir de 1º de janeiro de 2010, a Ucrânia e a Rússia passarão a preços europeus para o gás e o trânsito", acrescentou.

A Europa deixou de receber gás russo proveniente do território ucraniano em 7 de janeiro. Dependendo do país, serão necessárias de 24 a 72 horas de abastecimento ininterrupto, a partir da abertura das comportas, para receber de novo o gás russo, que representa um quarto do consumo da UE e passa em sua maioria pelo território ucraniano.

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