São Paulo, 8 - As exportações de carne suína do Brasil tiveram crescimento pelo terceiro mês consecutivo, segundo dados divulgados hoje pela Associação Brasileira das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Carne Suína (Abipecs). O crescimento de 23,3% no volume exportado em julho para 56,1 mil toneladas e de 90,4% em receita, para US$ 168,8 milhões, ainda se concentra, principalmente no mercado russo.

A Federação Russa representou no mês passado 55,8% do total das exportações brasileiras em receita e 46,6% em volume.

Na avaliação de Pedro de Camargo Neto, presidente da Abipecs, a Rússia já chegou a representar 70% das vendas brasileiras, participação que vem caindo. "Estamos reduzindo essa dependência. Precisamos manter os volumes exportados para a Rússia e abrir novos mercados, de tal forma que o mercado russo representasse 15% do total", afirma Camargo Neto.

Ele lembrou que o Chile reabriu o mercado para a carne suína de Santa Catarina, mas, por motivos burocráticos, nenhum embarque foi realizado até o momento. "Ainda assim precisamos abrir outros mercados. Existem as negociações com o Japão que é um importante mercado consumidor e a Coréia, onde representantes do Ministério estiveram essa semana", afirma.

Sobre o fim dos subsídios que a União Européia concedia aos exportadores de carne suína, o executivo brasileiro disse que não fazia mais sentido manter esse apoio diante dos preços internacionais elevados. "O subsídio foi concedido para que os estoques existentes fossem reduzidos. Sem estoques e com preços elevados, não fazia mais sentido manter essa subvenção", disse Camargo Neto.

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