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Rússia só parece estar longe do olho do furacão

O entrelaçamento inextricável das diferentes economias salta à vista quando se observam os efeitos da crise das hipotecas nos Estados Unidos e, em seguida, em países aparentemente distantes do olho do furacão. É o caso da Rússia.

Agência Estado |

A Bolsa de Moscou, mais que as de Frankfurt, Paris e Londres, está à beira de um ataque de nervos.

A degringolada é vertiginosa. De maio para cá, a capitalização das ações caiu 57% segundo o índice russo RTS. A suspensão da cotação nas duas bolsas não foi suficiente. Governo e banco central injetaram U$ 70 bilhões para evitar a asfixia bancária.

Por que a Rússia é mais sensível que a Europa ocidental? As dificuldades se acumularam. O desafio lançado por Medvedev-Putin aos ocidentais na Geórgia abalou o mercado financeiro em Moscou. Mas isso foi só o começo.Em seguida, os preços do petróleo, que subiam como loucos - para satisfação dos russos -, deram para cair repentinamente, pois os motoristas passaram a evitar os postos de gasolina.

A terceira interferência foi o pânico bancário americano. Investidores estrangeiros correram para vender suas ações em países emergentes e investir em valores mais sólidos: os títulos públicos dos ricos países do G7.

O Kremlin não se perturba. Está convencido de que o encolhimento das bolsas russas decorre de nervosismos irracionais e não das fraquezas estruturais do mercado. "Vamos criar condições de um choque de confiança", dizem, "e os investimentos voltarão tão depressa como se foram."

Antes mesmo do pânico tomar contra das bolsas e dos bancos americanos, a indústria automotiva européia já estava sofrendo. Em agosto, o licenciamento de veículos novos foram 15% inferiores ao de agosto de 2007. Todo fabricante perdeu, General Motors e Toyota à frente.

A Inglaterra foi duramente atingida. Neste verão, as vendas caíram para o nível de 1966 (40 anos atrás!). Em agosto, o mercado espanhol recuou 41,3%. França e Alemanha limitaram o declínio. Mas, para a França, essa resistência se explica por um novo sistema fiscal favorável aos compradores de carros pouco poluentes. O resultado foi patente. As vendas tiveram recuperação. Mas esse efeito dificilmente conseguirá se prolongar por muito tempo. A Renault já emitiu sinais de perigo.

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