Londres, 11 mar (EFE).- O ministro das Finanças do Reino Unido, Alistair Darling, afirmou hoje que a opinião pública mundial não entenderia se os países do Grupo dos Vinte (G20, que reúne as nações mais ricas e principais emergentes) não adotassem medidas concretas para combater a crise na cúpula que realizarão em Londres em abril.

Em discurso na Associação da Imprensa Estrangeira, Darling respondeu às declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, que assegurou que é preciso esperar uma declaração comum de princípios por parte dos Governos, e não medidas concretas, durante a cúpula de 2 de abril.

No entanto, para Darling, que neste sábado receberá na capital britânica os ministros de Economia do G20 para preparar a cúpula, "é preciso passar para a ação, porque isso é o que as pessoas esperam; temos que estar preparados para atuar".

"Temos que trabalhar juntos, não como um pequeno grupo de economias avançadas, incluindo as economias emergentes e em desenvolvimento", afirmou o ministro britânico, que lembrou que 80% da economia mundial está representado no G20.

O ministro listou as "três prioridades" dos trabalhos da cúpula de Londres, começando por impulsionar a demanda, através de estímulos fiscais e medidas para estabilizar o sistema financeiro para conseguir que o crédito seja recuperado.

A segunda prioridade deve ser "trabalhar juntos para reformar o sistema global de regulação financeira", identificando os paraísos fiscais, promovendo a transparência e estabelecendo mecanismos de alerta antecipado que permitam prever a tempo os problemas.

Por último, disse Darling, "temos que reformar as instituições financeiras internacionais, não só dando a elas mais recursos e instrumentos para apoiar os países emergentes (...), mas fazendo com que o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Banco Mundial (BM) tenham mais responsabilidade e possam exercer melhor suas funções".

EFE fpb/db

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.