Sydney (Austrália), 15 out (EFE).- O primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, disse hoje que o capitalismo extremo é o principal culpado pela crise financeira global, e propôs a redução dos salários exorbitantes dos executivos.

Rudd anunciou que seu Governo trabalhará com a Autoridade Australiana de Regulação para controlar os salários dos executivos das instituições financeiras e ressaltou a preocupação que outros países manifestaram sobre o assunto.

O líder australiano indicou que vai propor estas novas medidas a outros países quando participar da reunião do G20 que será realizada no Brasil em novembro, e apontou que pretende que sejam adotadas antes do fim deste ano.

Rudd acrescentou que as normas reguladoras dos empréstimos, a gestão do risco e o Governo das grandes instituições financeiras internacionais também são culpados pela crise atual.

O primeiro-ministro australiano indicou que "os erros ocorreram nas maiores instituições financeiras do mundo, como os bancos de investimento de Wall Street, que eram os pilares de nosso sistema financeiro".

"Como Governo e como nação temos de responder aos dois males que se encontram na raiz desta doença: cobiça e medo", concluiu. EFE mg/mh

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