Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Rossi e JHSF fecham trimestre com ganho

SÃO PAULO - Com estratégias opostas, Rossi Residencial e JHSF apresentaram resultados positivos no terceiro trimestre - com vendas acima da média do setor. Para fugir da crise, a Rossi Residencial está mudando de cara e voltando seu foco para a baixa renda, enquanto a JHSF se consolida como empresa de alto padrão e projetos mistos.

Valor Online |

Ambas reorganizaram seu tamanho e irão enxugar os lançamentos para se ajustar à crise financeira e à desaceleração do mercado. A JHSF anuncia hoje que vai reduzir a projeção de lançamentos em 30%, de R$ 2,2 bilhões para R$ 1,5 bilhão. A Rossi já havia reduzido a expectativa de lançamentos de R$ 2,5 bilhões para R$ 2,1 bilhões em 2008 de R$ 3 bilhões para R$ 2,5 bilhões no próximo ano.

A JHSF teve vendas contratadas de R$ 225,1 milhões no trimestre, alta de 150% em relação ao mesmo período do ano passado, mas queda de 21,8% na comparação com o segundo trimestre deste ano. A empresa lançou um único empreendimento no trimestre, em Salvador, com velocidade de vendas de 43%. Serão 19 torres residenciais e quatro comerciais, com um VGV (valor geral de vendas) total de R$ 1,2 bilhão. Na primeira fase foram lançadas cinco torres residenciais, com VGV de R$ 250 milhões. Os apartamentos têm entre 100 e 190 m2 e foram vendidos a R$ 3,2 mil o m2.

O lucro da JHSF foi de R$ 31,5 milhões no trimestre, praticamente o mesmo valor dos nove primeiros meses do ano passado. " O cliente de altíssima renda está diversificando o portfólio " , disse Segundo Eduardo Camara, diretor de relações com investidores.

Na Rossi, houve uma mudança importante de foco. O segmento econômico e super-econômico - imóveis abaixo de R$ 200 mil - devem passar de uma fatia de 30% das vendas para 50%, deste ano para 2009. Heitor Cantergiani, diretor superintendente da companhia, explicou que essa alteração é uma reação à mudança no cenário econômico. A expectativa anterior da companhia era que essa faixa passasse a 40% das vendas em 2009.

Essa mudança é conseqüência do aumento do foco da empresa nesse segmento e, ao mesmo tempo, da desaceleração nas vendas de médio e alto padrão. " O novo mix é fruto de um pouco dos dois movimentos. " A partir de outubro, de acordo com Cantergiani, o ritmo de comercialização dos imóveis acima de R$ 350 mil diminuiu e a expectativa é de redução de 20% a 30% das vendas nos próximos meses.

A Rossi não tem tradição na baixa renda. A migração para o padrão econômico, de acordo com Leonardo Diniz, diretor de relações com investidores da empresa, é uma estratégia que começou a ser implementada no primeiro trimestre deste ano.

O freio no ritmo de expansão do setor pode ser percebido na Rossi nos números que dizem respeito ao futuro - que ainda não estão no balanço até setembro. As vendas contratadas passaram de R$ 711 milhões para R$ 702 milhões, na comparação entre o segundo e o terceiro trimestre deste ano, com a fatia da Rossi saindo de R$ 533 milhões para R$ 539 milhões.

Enquanto manteve a estabilidade nas vendas, a companhia tirou o pé do acelerador para os lançamentos, cujo valor geral de vendas (VGV) caiu de R$ 1,1 bilhão para R$ 720 milhões, do segundo para o terceiro trimestre. A participação da Rossi no VGV dos lançamentos foi reduzida de R$ 776 milhões para R$ 518, na mesma base.

Outra estratégia da Rossi para enfrentar a crise é deixar os R$ 150 milhões, fruto do recente aumento de capital, que entraram no caixa já após o fechamento do balanço de setembro. Cantergiani afirmou que o caixa da empresa deve fechar o ano acima de R$ 300 milhões e, para 2009, espera ter mais de R$ 400 milhões aplicados até o fim do exercício, em função do andamento das obras e das vendas estimadas para o próximo ano.

O balanço da Rossi do terceiro trimestre mostra crescimento na comparação tanto com o mesmo período de 2007 como com o segundo trimestre deste ano. O lucro líquido subiu 71,8%, para R$ 41,6 milhões. A empresa teve receita líquida de R$ 340,7 milhões, com alta de 89,5% na comparação anual. O lucro operacional subiu 60,3%, para R$ 49,3 milhões.

(Daniela D´Ambrosio e Graziella Valenti | Valor Econômico)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG