Uma das maiores fabricantes nacionais de máquinas e equipamentos, a Romi anunciou ontem uma oferta hostil para a compra de todas as ações em circulação da americana Hardinge. Com recursos próprios, a empresa brasileira fez uma oferta de US$ 8 por ação, o que equivale a cerca de US$ 93 milhões.

Uma das maiores fabricantes nacionais de máquinas e equipamentos, a Romi anunciou ontem uma oferta hostil para a compra de todas as ações em circulação da americana Hardinge. Com recursos próprios, a empresa brasileira fez uma oferta de US$ 8 por ação, o que equivale a cerca de US$ 93 milhões. Os acionistas têm até o dia 10 de maio para aceitarem ou rejeitarem a proposta. Se dois terços dos acionistas aceitarem a oferta, a Romi vai adquirir uma empresa que, antes da crise, em 2007, valia quase US$ 460 milhões, com ações que alcançaram picos de US$ 39,8. No começo de fevereiro, a companhia brasileira apresentou uma proposta de compra de toda a Hardinge, que também se dedica ao desenvolvimento, fabricação, venda e prestação de serviços ligados a máquinas e equipamentos. O conselho de diretores da fabricante americana, no entanto, rejeitou por unanimidade a proposta e chegou a criar um mecanismo para se proteger de ofertas hostis. Na ocasião, a Hardinge considerou a proposta brasileira “inadequada” e “oportunista”. A oferta de US$ 8 por ação representa um prêmio de 46% em relação ao preço de fechamento da ação da Hardinge em fevereiro de 2010, quando foi feita a última tentativa de negociação. Embora o diálogo com o conselho tenha sido complicado até agora, a estratégia da Romi, com a oferta aos acionistas, ainda é a de chegar a uma negociação “amigável”. O diretor presidente da empresa brasileira, Livaldo Aguiar dos Santos, espera que a proposta faça com que os próprios investidores pressionem os executivos americanos a permitirem uma due diligence (análise de dados) na companhia, para que o preço das ações possa talvez ser revisto. “Eles negaram abrir informações para a gente, o que dificulta uma avaliação melhor da empresa”, disse. “O acionista vai ter um papel importante para que eles abram os livros.” As informações são do jornal <b>O Estado de S. Paulo.</b>
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