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A Romi elevou sua oferta hostil pela americana Hardinge. A fabricante brasileira de máquinas informou ontem que está disposta a pagar US$ 10 por ação, o que significa US$ 116 milhões no total.

A Romi elevou sua oferta hostil pela americana Hardinge. A fabricante brasileira de máquinas informou ontem que está disposta a pagar US$ 10 por ação, o que significa US$ 116 milhões no total. A oferta anterior era de US$ 8 por ação, ou US$ 92 milhões. A empresa tomou essa decisão após a fraca receptividade de sua primeira oferta pelos acionistas da Hardinge. Até às 16 horas da sexta-feira passada, os detentores de apenas 4.487 ações (de um total de 11 milhões) haviam aderido à oferta. Cabe ressaltar, porém, que muitos investidores decidem na última hora e o prazo só se encerraria ontem. Com um novo valor, a Romi prorrogou a oferta até o dia 26 de maio. A empresa brasileira alerta, no entanto, que é a proposta final. "É a melhor e última oferta no cenário econômico de hoje", disse o diretor-presidente Livaldo Aguiar dos Santos. A Romi tenta adquirir a Hardinge desde o fim de 2009, sem sucesso. As conversas com o conselho de administração não progrediram e muitos acionistas acreditam que a Hardinge está subavaliada, porque as ações bateram US$ 39,8 em julho de 2007 (US$ 460 milhões no total), mas despencaram com a crise. A nova oferta de US$ 10 por ação representa um prêmio de 105% em relação ao preço dos papéis em 14 de dezembro de 2009, data em que a empresa brasileira comunicou pela primeira vez seu interesse. "Desde que começamos esse processo, as ações da Hardinge variam entre US$ 8,5 e US$ 9,5. O mercado já precificou", disse Santos. Para o diretor-presidente da Romi, "a Hardinge vai ter muita dificuldade de sobreviver sozinha". Ele avalia que, juntas, as empresas dobrariam de faturamento. A Romi é forte no Brasil, enquanto a Hardinge tem presença nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia. No primeiro trimestre do ano, a Hardinge registrou prejuízo líquido de US$ 5,2 milhões, praticamente igual ao do primeiro trimestre de 2009. As vendas caíram 17%, para US$ 43,2 milhões. Em contrapartida, as encomendas cresceram 75% - uma perspectiva de melhores negócios futuros que pode dificultar a estratégia de aquisição da Romi.

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