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Rolls-Royce e British Airways se unem em projeto para testar combustíveis alternativos para aviões

SÃO PAULO - A Rolls-Royce e a British Airways (BA) lançaram ontem um programa para testar combustíveis alternativos. As companhias informaram que a idéia é identificar alternativas práticas ao atual padrão da indústria, a querosene de aviação. A decisão é também uma resposta aos preços em disparada do petróleo, que têm elevado significativamente os custos das companhias aéreas, e às leis mais duras em relação às emissões de CO2, especialmente na Europa.

Valor Online |

Segundo a fabricante de motores, ela e a companhia aérea vão iniciar o projeto buscando fornecedores dispostos a oferecer amostras de combustíveis alternativos para teste em uma turbina RB211, utilizada normalmente em aviões Boeing 747.

O plano é selecionar até quatro combustíveis alternativos para teste. Elas irão solicitar até 60 mil litros do produto às companhias que aceitarem colaborar.

Em cada caso, o motor será operado de todas as formas possíveis de potência, incluindo idle (uma espécie de ponto morto), aceleração, decolagem e cruzeiro, afirmam as companhias em nota. Os testes devem ser completados até o fim de março do ano que vem.

Os testes serão feitos em solo, na unidade de Derby da Rolls-Royce. As duas empresas comentaram que o teste no solo permitirá obter dados mais precisos sobre a operação com o novo combustível do que um teste em vôo. No primeiro caso é inclusive possível utilizar mais instrumentos de medição para avaliar a performance do motor, sem sofrer interferência de efeitos externos.

O critério-chave para a seleção do combustível alternativo será a sustentabilidade, compatibilidade e sua capacidade industrial, disse o diretor de Pesquisa e Tecnologia da Rolls-Royce, Ric Parker. É ponto crítico que o combustível não apenas cumpra seu papel mas também ofereça um benefício nas emissões de CO2 e possa ser produzido sem impacto sobre a produção de alimentos, sobre o solo ou a água. Também é preciso haver evidência clara de seu potencial para produção em massa e distribuição global como um combustível alternativo que suporte a indústria de aviação mundial, acrescentou o pesquisador.

Com esse acordo, a BA se junta às empresas Air New Zealand, Continental Airlines, Japan Airlines e JetBlue no apoio a testes com biocombustíveis. Atualmente, a única empresa aérea que realizou um teste de vôo com combustíveis alternativos foi a também britânica Virgin Atlantic.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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