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Rodrigo de Rato equipara crise atual à de 1929, mas descarta mesma recessão

Fiuggi (Itália), 18 set (EFE).- O ex-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) Rodrigo de Rato equipara a crise financeira atual à vivida em 1929, mas considera que não haverá uma recessão como a daquela época, porque as economias estão mais bem preparadas e são mais sólidas.

EFE |

Rato fez esta reflexão em discurso na localidade italiana de Fiuggi, na universidade de verão da Rede Européia de Idéias, fórum de pensamento do Partido Popular Europeu dirigido por Jaime Mayor Oreja, vice-presidente dos europarlamentares deste grupo político.

O ex-diretor do FMI repassou determinados parâmetros econômicos que o levaram a estabelecer a relação entre o que ocorre na economia atual e o que ocorreu em 1929.

No entanto, insistiu em que as economias estão mais preparadas agora para enfrentar as dificuldades, e nos últimos quinze anos foram adotando uma série de medidas que vão permitir fazer frente à situação.

Para Rato, não há dúvida de que os Estados Unidos são "a origem do problema da atual crise econômica, e continua no coração desse problema".

No entanto, elogiou a reação "enérgica" das autoridades dos Estados Unidos, e reconheceu que fizeram esforços substanciais e adotaram medidas que qualificou de "históricas".

Segundo Rato, o problema para o resto do mundo não se limita só às hipotecas "subprime", mas também passa pela desvalorização do dólar nos últimos anos.

Este fato, disse, provocou reações muito diferentes nas economias dos países desenvolvidos e nas das nações emergentes.

Também chamou a atenção sobre os efeitos do aumento do preço das matérias-primas, que provocou uma mudança histórica nas tendências comerciais.

Rato disse que o problema do sistema financeiro é que houve uma mudança no negócio dos bancos tradicional, devido às novas tecnologias, e foi criado outro negócio que, mais tarde, os mercados decidiram que não era válido, porque não vinha acompanhado de um sistema de supervisão adequado.

O ex-diretor do FMI considerou que se está em um caminho no qual haverá um grande aumento da taxa básica de juros e as economias serão muito afetadas, com quedas do crescimento.

Após ressaltar que a fraqueza do dólar obrigou a Europa a carregar o peso da economia mundial nos últimos anos, considerou que, agora, a União Européia (UE) - especialmente suas economias mais avançadas - precisa evitar o que denominou uma "segunda volta da inflação". EFE BB/an

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