Depois do pesadelo, o alívio de estar vivo. Agora, as vítimas do desabamento das vigas do viaduto do Rodoanel começam a voltar à rotina.

O caminhoneiro Reginaldo Aparecido Pereira, de 40 anos, recebeu alta ontem do Hospital Geral de Pirajuçara, que fica nas proximidades do local do acidente, o km 279 da Rodovia Régis Bittencourt. Ontem à tarde, a mulher esperava ansiosa pelo telefonema do médico. "Eles estão esperando o resultado da tomografia. Se o exame não apontar nada, poderá voltar para casa ainda hoje (ontem)."
E foi o que aconteceu. No início da noite de ontem, o caminhoneiro voltou para casa. Com três costelas e uma clavícula quebradas, vai depender dos cuidados da mulher, a empregada doméstica Cleusa. "Eu já avisei no meu emprego que não vou. Tenho de cuidar do Reginaldo, que vai demorar ao menos três meses para se recuperar", disse ela. O caminhoneiro é registrado e receberá benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Mas a renda familiar vai cair. "Nem pensei nisso. Não deu tempo. O importante é ele voltar para a casa", afirma a mulher.

Um representante do Consórcio OAS/Mendes/Carioca procurou a família no hospital. "Agora vamos ver se vão ajudar aqui em casa", disse Cleusa. Reginaldo já avisou a todos que pretende ir a Aparecida com a foto do caminhão acidentado para agradecer.

A bancária Luana Augusto Coradi, de 21 anos, que bateu no Celta do ferramenteiro Carlos Rangel, a terceira vítima, passou ontem por exames clínicos. Ela tirou cinco dias de licença. Rangel, no entanto, permanece internado no Hospital Alvorada, em Moema, zona sul da capital. Segundo o relatório médico, quebrou o rádio, osso que liga o cotovelo ao punho. Como a região está com edema, a cirurgia que deveria sofrer no pulso esquerdo foi suspensa. "Mas ele está bem", diz a mulher, Patrícia.

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