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Rodízio aumenta taxas de frete

O varejo da construção começa a contabilizar o impacto do Decreto nº 49.487, que desde 30 de junho, limita a circulação dos caminhões em uma área de 100 km² no centro da cidade de São Paulo.

Agência Estado |

A medida é uma tentativa de reduzir os níveis de congestionamento da cidade, que também afeta negativamente o setor.

O presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Materiais de Construção (Anamaco), Cláudio Conz, informa que, só na cidade de São Paulo, existem 8 mil lojas, das quais 2,5 mil estão no centro expandido e, portanto, sujeitas às novas restrições. As que estão fora também são afetadas, já que precisam fazer entregas regulares na região. "Nestes primeiros 30 dias tivemos que correr para adaptar as entregas com os caminhões permitidos, nos horários permitidos", afirma.

O decreto libera os Veículos Urbanos de Carga (VUCs), que no entanto, devem obedecer às regras do rodízio de automóveis. A diferença é que o rodízio é por placas com final par e ímpar. "Cada caminhão pode circular dia sim, dia não", explica Conz. "Isso até novembro. A previsão é de que estes também fiquem proibidos de circular", diz Conz, que ainda alerta. "Se isso realmente acontecer, teremos sérios problemas." Ficariam liberados apenas os caminhões de três eixos, as pik-ups, que carregam até uma tonelada.

Caminhões maiores - acima de 3 toneladas - só podem circular entre 21 horas e 5 horas, horário que entra em conflito com a lei do Psiu. "O lojista tem que entrar em contato com a CET e pedir uma autorização especial", explica.

O primeiro impacto, segundo Conz, foi um aumento no custo do abastecimento da loja, provocado pelo necessidade de contratar funcionários para trabalho noturno e providenciar um sistema de segurança. O frete também subiu, segundo Conz. "Era de R$ 40 a tonelada para entregas na Grande São Paulo. Hoje está em R$ 120." Para o consumidor, o aumento médio do frete foi de 30%.

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