A Citroën está se dando bem com o C4 Pallas, que vem sendo o quarto sedã médio mais vendido do Brasil, atrás de Honda Civic, Corolla e Chevrolet Vectra, mas à frente do Mégane. Qualidades para justificar o sucesso do modelo não faltam.

Para se ter uma idéia, o porta-malas de 580 litros supera o de qualquer perua nacional. O que é perfeito para quem costuma viajar com muitas pessoas a bordo, por exemplo.

A cabine é ampla não só pelo entreeixos de 2,71 metros (3 cm maior que o do Mégane e 11 cm superior ao do Corolla), mas também pela largura interna. O acabamento, muito refinado, reforça a comodidade do interior.

Até os plásticos são de qualidade e com texturas agradáveis. Também há alto nível de mordomia, algo comum num bom Citroën. Dos modelos que participam deste comparativo, só o C4 traz perfumador de ambiente, porta-luvas refrigerado e saída de ar-condicionado traseira.

Pena que a suspensão não é confortável. Ruidosa, não tem a finesse da peça do Toyota nem a maciez da utilizada pelo Renault. A direção deixa a desejar por ser mais pesada do que se espera num carro da categoria. Já o volante é uma atração à parte, com seu miolo fixo e os vários botões para comandar som e computador de bordo, entre outros.

O Pallas ainda oferece vários opcionais, ao contrário dos outros dois. Alguns são únicos no segmento (e até em modelos feitos no Mercosul): controle de estabilidade e faróis direcionais, que acompanham o movimento da direção para aumentar a visibilidade em curvas.

A tecnologia flexível deve chegar ao motor 2.0 do C4 Pallas até o fim deste ano.

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