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Rodada Doha depende de acordos setoriais, diz indústria dos EUA

WASHINGTON (Reuters) - Empresários dos Estados Unidos pediram na sexta-feira a Brasil, Índia, China e outros países emergentes que aceitem a eliminação de tarifas em determinados setores industriais, como forma de ajudar a destravar a Rodada Doha. A chave para o sucesso da Rodada Doha na verdade está em acordos comerciais setoriais que buscariam a eliminação de tarifas em setores-chave, disse nota assinada por John Engler, presidente da Associação Nacional de Indústrias (NAM, na sigla em inglês).

Reuters |

A Organização Mundial do Comércio (OMC) realiza neste mês em Genebra uma reunião ministerial para tentar resolver as pendências como a redução das tarifas e subsídios agrícolas nos países desenvolvidos e a lista dos produtos agrícolas que cada um deles pode proteger por meio de cotas.

Na quinta-feira, os negociadores das questões agrícola e industrial divulgaram novos textos-base, que dão um parâmetro do que ainda falta ser decidido. 'A nova revisão mostra poucas mudanças e reflete que profundas divisões permanecem', disse Engler.

Na questão dos itens industriais, resta principalmente definir a diferença entre os cortes de tarifas a serem feitos por países desenvolvidos e em desenvolvimento.

União Européia e EUA dizem que China, Índia e Brasil, entre outros, não abririam suficientemente seus mercados, pois se beneficiariam de certas 'flexibilidades' para proteger setores inteiros, como o automobilístico.

Nos acordos setoriais propostos pelos industriais norte-americanos, muitos países acabariam reduzindo suas tarifas a zero. 'A disposição por parte dos grandes países em desenvolvimento, como Brasil, China e Índia, em participar de acordos setoriais será o teste para ver se a próxima [reunião] ministerial da OMC poderá produzir um acordo sobre 'modalidades de negociação' que possa realmente funcionar', afirmou Engler.

Setores prioritários para os EUA incluem máquinas industriais, bens eletro-eletrônicos, papel e celulose, produtos químicos e itens ambientais, segundo fontes da NAM.

Analistas dizem que a falta de um acordo na reunião deste mês pode fazer com que o processo da Rodada Doha seja atropelado pelo calendário eleitoral dos EUA e passe anos parado.

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