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Rodada da ANP movimenta R$ 611 mi

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) concedeu ontem 54 dos 130 blocos oferecidos na 10ª Rodada de Licitações de áreas para exploração e produção de petróleo e gás. O resultado do leilão, em meio à crise financeira e com o petróleo no menor nível dos últimos quatro anos, foi comemorado pela direção da agência e considerado positivo pelo mercado.

Agência Estado |

As empresas vencedoras se comprometeram com investimentos de R$ 611,15 milhões.

"O nível de investimentos superou todas as expectativas", disse o diretor da ANP Nelson Narciso, lembrando ainda que foi o leilão com menor encalhe de áreas desde a abertura do setor: 41% dos blocos ofertados foram arrematados, contra uma média histórica de 20%. Apenas em bônus de assinatura, a ANP arrecadou R$ 89,406 milhões, uma média de R$ 1,655 milhão por bloco concedido. Devido às indefinições sobre o modelo regulatório para o pré-sal, o leilão teve apenas áreas em terra, o que reduziu o apetite das gigantes mundiais do setor. A grande surpresa, porém, foi a participação da anglo-holandesa Shell, que arrematou cinco blocos na Bacia do São Francisco, em Minas Gerais, estreando na exploração de petróleo em bacias terrestres brasileiras - a companhia já produz petróleo na Bacia de Campos e tem presença no pré-sal.

"É uma mensagem clara de que a Shell continua apostando no País", comentou o gerente de relações externas da empresa, Flávio Rodrigues.

"Nossa área técnica fez uma avaliação criteriosa e viu bom potencial (na Bacia do São Francisco, área ainda sem produção de petróleo)." Outras quatro áreas foram arrematadas na região, por um consórcio com participação das estatais mineiras Cemig, distribuidora de energia, e Codemig.

Ao todo, sete bacias tiveram áreas arrematadas. Além de São Francisco, a ANP inclui outras regiões de fronteira, ainda com baixo conhecimento geológico, com o objetivo de "interiorizar" a exploração de petróleo no Brasil. "A expectativa com o pré-sal é muito grande, mas o interior está mal explorado", justificou o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, citando como exemplo a Bacia do Parecis, localizada no Mato Grosso.

A Petrobrás chegou a fazer uma descoberta de gás naquela região, em meados dos anos 80, mas a exploração foi abandonada devido ao baixo preço do combustível na época. No leilão de ontem, a estatal levou os seis blocos oferecidos naquela bacia. "Precisamos conhecer melhor aquela área. Já encontramos gás, mas não sabemos a quantidade", disse o gerente-executivo de exploração e produção, Francisco Nepomuceno Filho.

A Petrobrás foi a maior vencedora do leilão, participando de 50% das ofertas vencedoras e comprometendo-se com investimentos de R$ 200 milhões, um apetite que surpreendeu analistas.

"Havia a expectativa de que a Petrobrás seria mais contida, mas não foi isso que se percebeu", comentou um analista do mercado financeiro. Nas bacias do Amazonas, Sergipe-Alagoas e Potiguar, a empresa optou por comprar áreas próximas a descobertas recentes, na expectativa de ampliar as reservas encontradas.

O leilão marcou a estréia de cinco empresas no mercado brasileiro de petróleo, entre elas a colombiana IST. As demais são brasileiras: Cemig, Agemo, Sipet e Codemig. "Foi a primeira vez que apareceu esse contingente de brasileiras na disputa", comemorou Lima.

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