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Nos primeiros sete meses do ano, arrecadação federal bateu recorde para o período

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O subsecretário de tributação e contencioso da Receita Federal, Sandro Serpa, disse nesta terça-feira que a desaceleração da economia no segundo trimestre ainda não se refletiu na arrecadação de impostos e contribuições federais.

Segundo ele, é natural que haja um certo atraso entre o comportamento da economia e seu impacto na arrecadação federal. "Quando a economia cai, a arrecadação demora mais tempo a cair. Quando a economia se recupera, a arrecadação demora um tempo a subir", disse Serpa.

 Além disso, o técnico da Receita afirmou que outros fatores influenciam a arrecadação, como comportamentos individuais de compensação ou pagamento de atrasados, entre outros. De qualquer forma, nos primeiros sete meses do ano, quando a arrecadação bateu o recorde para o período, tendo também atingido recordes nos dados mensais, a economia aquecida foi determinante. "O crescimento da arrecadação basicamente se deve à atividade econômica", disse Serpa. Segundo ele, a Receita prevê que a arrecadação das receitas administradas deve continuar crescendo nos próximos meses na casa de 10% a 12%.

O subsecretário destacou ainda que a retirada dos estímulos tributários ainda não surtiu efeito pleno na arrecadação. Isso porque o efeito positivo da maior alíquota de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os automóveis e a linha branca (fogões, geladeiras, lavadoras e tanquinhos), retomada a partir de abril, foi compensado por uma redução nas vendas desses produtos, o que impacta negativamente a arrecadação do PIS e da Cofins.

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