BRASÍLIA - No acumulado do primeiro trimestre, o saldo das operações de comércio exterior foi positivo em US$ 895 milhões, que representou uma queda de 70% sobre os US$ 2,988 bilhões do superávit acumulado entre janeiro e março de 2009. "O ritmo das importações está mais elevado, desde o início do ano", justificou o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral. Ele explicou que, em função do maior dinamismo da atividade e as previsões consistentes para o crescimento pós-crise, já era esperada uma aceleração nas compras externas em 2010.

BRASÍLIA - No acumulado do primeiro trimestre, o saldo das operações de comércio exterior foi positivo em US$ 895 milhões, que representou uma queda de 70% sobre os US$ 2,988 bilhões do superávit acumulado entre janeiro e março de 2009. "O ritmo das importações está mais elevado, desde o início do ano", justificou o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral. Ele explicou que, em função do maior dinamismo da atividade e as previsões consistentes para o crescimento pós-crise, já era esperada uma aceleração nas compras externas em 2010. "A própria estrutura cambial estimula, também, o aumento na importação", comentou ele, em relação à taxa de câmbio continuamente valorizada. De acordo com os dados do Ministério do Desenvolvimento, as importações cresceram 36% sobre o primeiro trimestre do ano passado, somando US$ 38,334 bilhões ante US$ 28,189 bilhões anteriores. Houve crescimento na compra externa de praticamente todas as categorias de produtos, com destaque para combustíveis e lubrificantes (alta de 43,3%), bens de consumo (42,7), matérias-primas e intermediários (41,6%) e bens de capital (17,6%). Os Estados Unidos lideraram as vendas ao Brasil no primeiro trimestre do ano, seguindo-se a China, Argentina, Alemanha e Coréia do Sul. As exportações somaram US$ 39,229 bilhões no período, com aumento de 25,8% sobre janeiro a março do ano passado (US$ 31,177 bilhões). Maiores vendas no grupo dos básicos (32,8%), em especial petróleo em bruto (mais 235%); minério de cobre (167,8%); carne bovina (52,9%), carne de frango (24,9%)e minério de ferro (6,4%). Principais países de destino das exportações no primeiro trimestre do ano: China, Estados Unidos, Argentina, Países Baixos e Alemanha. (Azelma Rodrigues | Valor)
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