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Risco de subprime no Brasil é praticamente nulo

As operações de financiamento fechadas no Brasil são seguras e ainda oferecem risco apenas embrionário de um dia se transformarem num problema como o subprime dos Estados Unidos (EUA), segundo vários especialistas ouvidos pelo iG. Os subprime _financiamentos imobiliários de altíssimo risco_ deram origem à crise financeira internacional em 2008.

Redação Economia |


Para os analistas, a crise econômica mundial teve reflexo positivo no País: evitou que a economia, até então em franca expansão, se inundasse de recursos e impulsionasse a concessão de crédito desenfreada, elevando as chances de inadimplência.

Essa possibilidade foi apontada pelos especialistas como uma das poucas situações de risco potencial no mercado local. As outras são o financiamento de veículos e, e menor escala, os empréstimos via cartões de crédito e o consignado para aposentados.

Para o responsável pela indústria de mercado financeiro da PriceWaterhouseCoopers (PwC), Álvaro Taiar, as situações que geraram a crise nos EUA estão longe de ocorrer no Brasil. Uma delas, lembra ele, era a securitização sobre securitização, ou seja, quando um banco financiava uma casa, juntava esse empréstimo a outros, empacotava e vendia para demais investidores. Nesse caso, perde-se a análise concreta do ativo original, diz.

O mercado local, afirma, é pequeno nesse tipo de operação que só é feita num estágio inicial, sem o refinanciamento. Além disso, o sistema é muito mais controlado do que nos Estados Unidos. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tem regras rígidas para esse setor, diz.

Com expansão, clientes novos

No cenário brasileiro, tido como mais seguro, o maior risco apontado é derivado justamente da expansão econômica e, com ela, o aumento de poder aquisitivo de classes sociais que antes não compravam determinados produtos.

Tivemos, até antes da crise mundial, uma situação de expansão muito rápida de concessão de crédito para consumidores novos, diz Marcel Solimeo, economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O grau de risco sobe quando se empresta para quem não está acostumado.

Nesse caso, o uso desenfreado do cartão de crédito pode esconder futuros problemas. É um dos segmentos com maior taxa atual de inadimplência, afirma. Mas, até agora, as taxas de juros cobradas pelas instituições cobrem seus riscos.

Risco da classe C

Podemos ter algum problema futuro com os empréstimos sem garantia para a classe C, referenda Taiar. Mas esse risco seria mais real se o Brasil estivesse caminhando para uma realidade de retração e perda de emprego, o que não deve acontecer.

Apesar de não ser classificado como arriscado pelos especialistas, o crédito imobiliário para os novos consumidores merece atenção. O volume de empréstimos é baixo, mas devemos observar a velocidade com a qual será oferecido, diz André Arantes Lóes, economista-chefe do HSBC Brasil. Ele lembra que, com a criação do programa de moradias populares do governo federal Minha Casa, Minha Vida, um novo universo de clientes entrou no sistema e não há perfil de risco traçado para ele.

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