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Rio Tinto suspende projeto em Corumbá

RIO - A falta de demanda por minério de ferro levou a mineradora anglo-australiana Rio Tinto, terceira maior do mundo, a adiar o investimento de R$ 2,15 bilhões em Corumbá, no Mato Grosso do Sul. O projeto, aprovado em julho pelo conselho de administração da mineradora, previa a expansão da mina dos atuais 2 milhões de toneladas para 12,8 milhões de toneladas até 2010, a construção de dois novos portos e a encomenda de 346 novas barcaças para transportar o minério pelo Rio Paraguai.

Valor Online |

" Mantemos a alternativa de retomar a expansão quando captarmos sinais confiáveis de recuperação do mercado " , disse ontem, Gervase Green, porta-voz da Rio Tinto, sediado em Londres.

Na semana que vem, terminam as férias coletivas dos cerca de 500 empregados da subsidiária brasileira da Rio Tinto. Até agora não houve demissão na subsidiária da anglo-australiana, cujo programa de demissões contempla 14 mil empregados e vem sendo executado paulatinamente, mas ainda não chegou ao Brasil.

Os planos da empresa em Corumbá passam pela retomada de suas operações. Em princípio, a empresa pretende fechar o ano produzindo 2 milhões de toneladas de minério de ferro, para os quais está buscando mercado, informou seu diretor-financeiro e de recursos humanos, Aloísio do Pinho de Oliveira, em visita ao presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), Sergio Longen, no fim de semana. A Rio Tinto ainda não fechou seu balanço de 2008, mas programava produzir 190 milhões de toneladas de minério de ferro no ano passado.

Além das demissões, o Rio Tinto pretende cortar US$ 5 bilhões em gastos para diminuir seu endividamento feito com a captação de recursos para comprar a Alcan, canadense de alumínio, por US$ 43 bilhões em 2007. Ontem, a mineradora anunciou que o chefe executivo da divisão de alumínio Rio Tinto Alcan, Dick Evans, vai aposentar e deixar a direção da empresa em 20 de abril. Com 61 anos, Evans foi CEO da Alcan entre 2006 e 2007 e se integrou à direção da Rio Tinto em outubro de 2007, com a aquisição da Alcan pela anglo-australiana.

No mês passado, o grupo anglo-australiano comunicou que estava fazendo um grande esforço para pagar sua dívida contraída da compra da Alcan cortando gastos de capital, empregos, custos operacionais, enquanto costurava uma lista de ativos que pretende colocar à venda.

Para analistas, a saída de Evans sinaliza uma grande " sacudida " , " profundas mudanças " , na divisão de alumínio da Rio Tinto. Ele deve ser substituído por Jacynthe Cote, presidente e CEO da divisão de unidade de metal primário da Rio Tinto Alcan. A notícia da saída de Evans e do corte de investimentos no Brasil derrubou as ações da Rio Tinto em Nova York em quase 6% e seu valor de mercado atingiu US$ 34,2 bilhões, depois de alcançar mais de US$ 100 bilhões em meados de 2008.

(Vera Saavedra Durão | Valor Econômico )

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