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Rio Tinto quer pólo siderúrgico

O investimento de US$ 2,15 bilhões anunciado pela Rio Tinto para expandir a produção da mina de Corumbá (MS) pode acelerar a criação de um pólo siderúrgico na região. Ontem, o diretor-financeiro e de recursos humanos da mineradora, Aloísio do Pinho Oliveira, disse que dois grupos já têm negociações avançadas para instalar usinas no local.

Agência Estado |

A Rio Tinto, segundo ele, já conversou com mais de dez investidores interessados no pólo.

A intenção de atrair um pólo siderúrgico para a região é antiga, mas ganhou força agora que a empresa tirou da gaveta seus planos de expansão de produção de minério. Oliveira calcula uma produção de, no mínimo, um milhão de toneladas de aço por ano no pólo. "A expectativa é que haja uma definição sobre quem irá investir no pólo no primeiro semestre do ano que vem", afirmou.

A Rio Tinto adotou uma tática diferente da brasileira Vale para atrair parceiros siderúrgicos para o País. Enquanto a Vale entra como sócia minoritária no projeto, a anglo-australiana acena apenas com acordos operacionais, como o fornecimento da estrutura logística e contratos de longo prazo para a venda de minério.

Oliveira explicou ainda que o sucesso do pólo vai influenciar os planos da Rio Tinto em relação à segunda fase de expansão de Corumbá. Na etapa inicial, a capacidade da mina será elevada dos atuais 2 milhões de toneladas para 12,8 milhões de toneladas de minério de ferro. A etapa seguinte, que ainda depende da conclusão, até meados de 2009, do estudo de viabilidade, ampliaria a produção para 23,2 milhões de toneladas por ano.

Ao anunciar os investimentos na segunda-feira, o presidente-executivo da Rio Tinto, Tom Albanese, disse que esse era um passo significativo no sentido de diminuir a dependência da empresa do minério australiano. "O desenvolvimento de Corumbá reforça nossa habilidade de expandir a capacidade rapidamente para responder à crescente demanda, onde quer que ela aconteça", disse.

A expectativa da Rio Tinto é obter até o final de agosto a licença prévia para expansão do projeto Corumbá. Segundo o Oliveira, a mineradora não deve enfrentar dificuldades para obter a licença ambiental, já que fez um longo trabalho de análise dos impactos na região com a comunidade e ONGs internacionais. "Não vemos nenhum desafio ou ameaça ao cronograma do projeto", afirmou.

Aquisições

Sem descartar aquisições no Brasil, o diretor de expansão da empresa, Gustavo Gomes afirmou que a Rio Tinto tem investido no País em prospecção de minério de ferro e bauxita. "Estamos atentos às oportunidades de mercado. Já tivemos chances de fazer aquisições, mas o negócio não evoluiu. E temos pesquisas quanto a novas minas."

A Rio Tinto opera no Brasil desde 1971. Além da mina de Corumbá, comprada em 1991, a empresa anglo-australiana já atuou no país também nos segmentos de ouro e níquel.

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