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Rio Tinto e John Deere anunciam demissões

SÃO PAULO - A Rio Tinto, terceira maior mineradora do mundo, demitirá 20 dos 35 funcionários que mantém no escritório central da empresa no Rio. No mundo, a Rio Tinto pretende cortar 14 mil postos de trabalho.

Valor Online |

Os rumores de que o escritório da Rio Tinto poderia ser fechado foi desmentido por fontes próximas da empresa. Na semana passada, 90% dos 600 funcionários da mina de minério de ferro de Corumbá (MS) voltaram das férias coletivas, mas seu destino deles também é incerto. A mina de Corumbá está com a produção suspensa e não tem feito embarques de minério desde dezembro. Normalmente, ela produz de 170 mil a 180 mil toneladas de minério de ferro por mês. Os principais clientes no Brasil são a siderúrgica ítalo-argentina Techint e usinas de aço da Europa e do Oriente Médio.

A Rio Tinto está cortando custos em função da dívida de quase US$ 40 bilhões com bancos, decorrente da compra da Alcan. A mina de Corumbá é apontada como um dos ativos a serem vendidos, já que a mineradora suspendeu o plano de expansão da capacidade atual de 2 milhões de toneladas anuais de minério para 12,8 milhões de toneladas em 2010, o que demandaria aporte de US$ 2,15 bilhões.

Em Horizontina (RS), a fabricante de máquinas agrícolas John Deere anunciou a dispensa de 502 funcionários, chegando a 700 o número de demitidos, A empresa havia encerrado 2008 com 3,7 mil funcionários no país. A decisão é reflexo da crise financeira global e da seca no Paraguai e na Argentina, informou o grupo em comunicado. Em novembro, a companhia já havia informado que esperava demanda até 20% menor na América do Sul no ano fiscal de 2009.

Os cortes em Horizontina foram necessários " para readequar o nível de produção de colheitadeiras de grãos e plantadeiras da fábrica à demanda do mercado " , segundo o comunicado. Em entrevista ao Valor feita em outubro, quando foram anunciadas as primeiras 200 demissões, a companhia declarou que naquele momento não havia planos de novos cortes. Procurada, a empresa não disponibilizou porta-voz para comentar o assunto.

Em Campinas (SP), o Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região de São Paulo convocou a General Motors para uma audiência de conciliação na quarta-feira, para prestar esclarecimentos sobre as 802 dispensas feitas neste mês. A decisão é resultado de uma ação de dissídio coletivo, ajuizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, requerendo a reversão das demissões. Na sexta-feira, a montadora comunicou que concederá novas férias coletivas, entre 9 de fevereiro e 1 de março, a cerca de 400 funcionários do setor de CKD, que produz veículos desmontados para exportação. O setor teve férias coletivas entre novembro e dezembro. Esse é o sexto anúncio de férias coletivas concedidas pela GM em São José dos Campos, desde setembro de 2008.

Hoje, na capital paulista, representantes da Sadia e do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação de São Paulo participam, no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região de São Paulo (TRT/SP), de audiência de conciliação para definir o reajuste salarial referente ao dissídio coletivo, cuja data-base é outubro. A Sadia já fechou acordo em outros Estados e, em São Paulo, oferece reajuste de 8%, com ganho real de 0,96%, mas a proposta foi recusada. A empresa possui 800 funcionários em São Paulo e 63 mil no país.

Na sexta-feira, houve tumulto em frente à sede da Sadia. Cerca de 600 funcionários e sindicato realizaram assembléia em protesto contra as 350 demissões anunciadas na semana passada. O presidente do sindicato, Carlos Vicente de Oliveira, o Carlão, afirmou que haverá greve a partir de quarta-feira se a empresa não prestar esclarecimentos. A Sadia informou que a demissão fez parte de um processo de reestruturação e não há estão previstos novos cortes.

(Vera Saavedra Durão, Patrick Cruz e Cibelle Bouças | Valor Econômico)

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