A mineradora anglo-australiana Rio Tinto deu um passo importante para recuperar as ligações com a Aluminum Corp. of China (Chinalco).

As duas companhias fecharam um acordo de US$ 1,35 bilhão para o desenvolvimento do grande projeto de minério de ferro Simandou, na Guiné.

A mineradora, que atualmente possui 95% do projeto de Simandou, vai transferir o controle para uma joint venture (associação) com a Chinalco, que pagará US$ 1,35 bilhão por uma fatia de 47%. Boa parte dos esforços da China para garantir recursos naturais para suas indústrias se concentra em minério de ferro, que é objeto de negociações cada vez mais ásperas entre mineradoras globais e siderúrgicas chinesas.

A produção esperada na mina de Simandou é de pelo menos 70 milhões de toneladas por ano. A Chinalco afirmou que as duas partes também vão criar uma companhia de vendas conjunta para entregar minério de ferro para o mercado chinês. A mina de Simandou tem reservas estimadas em mais de 2,25 bilhões de toneladas de minério de ferro de grau 66%-67%, considerado de alta qualidade.

O acordo é anunciado em um momento crucial para as relações entre a Rio Tinto e a China - onde, na segunda-feira, quatro funcionários da mineradora serão julgados por acusações de roubo de segredos comerciais e pagamento de propina. Hoje, um porta-voz do departamento de relações exteriores e comércio da Austrália disse que a China vai permitir que autoridades australianas tenham acesso ao tribunal apenas nas partes do julgamento relacionadas ao pagamento de propina.

As relações entre a Rio Tinto e a Chinalco se deterioraram dramaticamente em junho do ano passado, depois de a Rio Tinto desistir de uma aliança de US$ 19,5 bilhões com a companhia chinesa, seu maior acionista (com 9,3% de participação), em favor de uma emissão de direitos e uma joint venture com a também anglo-australiana BHP Billiton. Os quatro funcionários da Rio Tinto foram presos em julho. As informações são da Dow Jones.

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