Por James Regan SYDNEY (Reuters) - A Rio Tinto, segunda maior produtora de minério de ferro do mundo, cortará produção em até um terço para o resto do ano, somando-se à rival brasileira Vale na tentativa de conter uma queda de preços ao mesmo tempo em que a demanda chinesa por aço recua.

Com o começo de uma provável recessão global tendo impacto forte no uso de aço por todo o mundo, mineradoras incluindo a Rio e a se comprometeram em cortar produção em até 52 milhões de toneladas, ou cerca de 6 por cento da oferta comercializada globalmente.

Ainda não se sabe se essas medidas serão suficientes para conter o colapso dos preços de minério de ferro no mercado à vista da China. Os preços caíram diante do nível recorde de 197,50 dólares a tonelada alcançado em março para 63,50 dólares na semana passada, de acordo com dados do Metal Bulletin. Preços à vista caíram abaixo dos preços de contratos anuais pela primeira vez em anos.

"Há mais problemas por vir", disse Mark Pervan, estrategista-chefe de commodities do Australia & New Zealand Bank. "O maior porto de minério de ferro da China normalmente recebe 10 embarcações por semana e está recebendo atualmente somente quatro."

A Rio Tinto informou nesta segunda-feira que cortará meta de produção do ano para entre 170 milhões e 175 milhões de toneladas, uma redução de aproximadamente 10 por cento ante a meta anterior de 190 milhões de toneladas.

A rival de maior porte Vale anunciou um corte de 30 milhões de toneladas no mês passado, o que deixa somente a BHP Billiton operando a plena capacidade total, por enquanto. O porta-voz da BHP, Peter Ogden, informou que a empresa não tem planos de corte de produção, mas analistas afirmaram que o assunto é mais uma questão de quando e não se a empresa promoverá um corte.

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