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Rio pode negociar royalties de novas áreas

A bancada do Rio de Janeiro no Senado está disposta a negociar uma nova divisão das receitas de royalties de petróleo. Mas quer discutir só as compensações que serão pagas pela exploração nas áreas do pré-sal que ainda serão licitadas.

Agência Estado |

"Temos que fazer um grande esforço e mostrar que concordamos em estabelecer novas regras de distribuição. Agora, naquilo que já foi licitado, as regras não podem mudar", disse Francisco Dornelles (PP-RJ).

A aprovação, na Câmara, da proposta de divisão igualitária dos recursos oriundos do pagamento da compensação financeira pela exploração de petróleo (royalties) entre todos os Estados e municípios foi duramente criticada pelos senadores fluminenses. "O projeto aprovado ontem é inconstitucional, ilegal e imoral", disse Dornelles. "É uma agressão e um desrespeito ao Rio e ao Espírito Santo."
Os dois Estados, os maiores produtores de petróleo no País, serão os principais afetados se a nova regra for mantida.

Para Marcelo Crivella (PRB-RJ), a medida aprovada na noite de quarta-feira pelos deputados foi "apenas a expressão de uma ambição eleitoral". O senador classificou como "usurpação" o fato de a mudança também afetar as áreas já licitadas, que representam 28% do total da camada do pré-sal.

Na próxima semana, a bancada fluminense terá uma reunião com os senadores capixabas e paulistas para avaliar com maior cuidado os quatro projetos que foram encaminhados ao Senado e definir uma estratégia de ação para tentar reverter o quadro relativo aos royalties. "Como aqui é a Casa da Federação, prevalece o equilíbrio e o bom senso. O Senado é sempre o lugar para esfriar essas coisas", disse Crivella.

LULA PREOCUPADO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou "preocupação" com a aprovação da nova forma de divisão de royalties, segundo relato do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), após audiência com Lula. Segundo o senador, o presidente pediu para que seja encontrada uma solução harmônica para o problema, mas não deu sugestões de como fazer isso. "Ele só pediu o milagre", disse Jucá.

Para tentar esfriar os ânimos e ganhar tempo para sensibilizar os parlamentares, o deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), líder da minoria, sugeriu ao governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), que peça ao presidente Lula a retirada do pedido de urgência na tramitação do marco regulatório do pré-sal no Senado. "Temos que trazer essa discussão para um nível de equilíbrio", disse o deputado.

Como o Palácio do Planalto quer sancionar as novas leis até o fim do primeiro semestre, os projetos do pré-sal estão entrando no Senado com o pedido de urgência. Isso significa que cada proposta precisa ser analisada e votada em 45 dias.

Mantida a urgência, Jucá acredita que poderá concluir a votação das medidas até o fim de maio, dando tempo para que os deputados analisem as mudanças feitas pelos senadores no início de junho, antes da sanção presidencial.

COLABOROU CAROL PIRES Renato Andrade
BRASÍLIA
A bancada do Rio de Janeiro no Senado está disposta a negociar uma nova divisão das receitas de royalties de petróleo. Mas quer discutir só as compensações que serão pagas pela exploração nas áreas do pré-sal que ainda serão licitadas. "Temos que fazer um grande esforço e mostrar que concordamos em estabelecer novas regras de distribuição. Agora, naquilo que já foi licitado, as regras não podem mudar", disse Francisco Dornelles (PP-RJ).

A aprovação, na Câmara, da proposta de divisão igualitária dos recursos oriundos do pagamento da compensação financeira pela exploração de petróleo (royalties) entre todos os Estados e municípios foi duramente criticada pelos senadores fluminenses. "O projeto aprovado ontem é inconstitucional, ilegal e imoral", disse Dornelles. "É uma agressão e um desrespeito ao Rio e ao Espírito Santo."
Os dois Estados, os maiores produtores de petróleo no País, serão os principais afetados se a nova regra for mantida.

Para Marcelo Crivella (PRB-RJ), a medida aprovada na noite de quarta-feira pelos deputados foi "apenas a expressão de uma ambição eleitoral". O senador classificou como "usurpação" o fato de a mudança também afetar as áreas já licitadas, que representam 28% do total da camada do pré-sal.

Na próxima semana, a bancada fluminense terá uma reunião com os senadores capixabas e paulistas para avaliar com maior cuidado os quatro projetos que foram encaminhados ao Senado e definir uma estratégia de ação para tentar reverter o quadro relativo aos royalties. "Como aqui é a Casa da Federação, prevalece o equilíbrio e o bom senso. O Senado é sempre o lugar para esfriar essas coisas", disse Crivella.

LULA PREOCUPADO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou "preocupação" com a aprovação da nova forma de divisão de royalties, segundo relato do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), após audiência com Lula. Segundo o senador, o presidente pediu para que seja encontrada uma solução harmônica para o problema, mas não deu sugestões de como fazer isso. "Ele só pediu o milagre", disse Jucá.

Para tentar esfriar os ânimos e ganhar tempo para sensibilizar os parlamentares, o deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), líder da minoria, sugeriu ao governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), que peça ao presidente Lula a retirada do pedido de urgência na tramitação do marco regulatório do pré-sal no Senado. "Temos que trazer essa discussão para um nível de equilíbrio", disse o deputado.

Como o Palácio do Planalto quer sancionar as novas leis até o fim do primeiro semestre, os projetos do pré-sal estão entrando no Senado com o pedido de urgência. Isso significa que cada proposta precisa ser analisada e votada em 45 dias.

Mantida a urgência, Jucá acredita que poderá concluir a votação das medidas até o fim de maio, dando tempo para que os deputados analisem as mudanças feitas pelos senadores no início de junho, antes da sanção presidencial.

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