Panamá, 10 dez (EFE) - A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, defendeu hoje no Panamá o sistema de livre-comércio como o modelo ainda válido para ativar a economia mundial, apesar da crise. Durante a inauguração de uma reunião ministerial sobre comércio e integração continental na Cidade do Panamá, Rice reconheceu que, embora com falhas, o sistema proposto e aprovado pelos Estados Unidos é a melhor saída para a crise econômica. O desafio agora, nestes momentos de turbulência econômica e grave inquietação, é manter nosso compromisso com o sistema que nos permitiu crescer e foi motor da justiça social que vigora em nossos países, disse Rice durante a reunião, chamada Caminhos para a Prosperidade nas Américas. Diante dos representantes dos 13 países do continente presentes à reunião, Rice disse: Não vamos repetir os erros da depressão econômica dos anos 1930, durante a qual foram adotadas medidas protecionistas que frearam o comércio, motor de nosso crescimento. Os tratados de livre-comércio promovidos pela Administração de George W. Bush, acrescentou, são o princípio de um mercado aberto do Canadá até o Chile, na esperança de que, em breve, sejam aprovados os acordos pendentes com Colômbia e Panamá, ainda em fase de ratificação no Senado dos Estados Unidos.

Para Rice, os compromissos contraídos na última reunião dos países do Grupo dos Vinte (G20, que reúne as nações mais ricas e principais emergentes) para não impor mais barreiras ao comércio internacional podem ser um modelo a ser seguido no continente.

O presidente do Panamá, Martín Torrijos, que abriu hoje o evento, afirmou que a idéia é "aproveitar as vantagens do livre-comércio e não se sentir vítima dele", porque os Estados podem "sair (da crise) com esforços compartilhados".

O governante destacou que, "em momentos como estes, as pessoas podem dar ouvidos a uma linguagem populista, seja de esquerda ou de direita, que indicam políticas que não resolvem problemas, mas são meios para chegar ao poder em épocas de incertezas". EFE aic/db

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