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Rice adverte Irã de que haverá novas sanções se não mudar de rumo

Washington, 21 jul (EFE) - A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, advertiu hoje o Irã de que haverá novas sanções se, em duas semanas, não der uma resposta séria à oferta de Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha para que abandone seu programa nuclear. A responsável da diplomacia americana fez estas declarações no avião que a levava a Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, informou hoje o Departamento de Estado dos EUA. Ela também afirmou não estar nada surpresa com a atitude do Irã em Genebra no sábado passado, quando rejeitou dar uma resposta concreta à oferta do grupo negociador para que abandone seu programa nuclear. Esperávamos uma resposta do Irã, mas como ocorreu tantas vezes com os iranianos, o resultado não foi sério, disse Rice. O alto representante de Política Externa e Segurança Comum da União Européia (UE), Javier Solana, deu em Genebra ao negociador iraniano, Saeed Jalili, duas semanas para que Teerã ofereça uma resposta às potências ocidentais. Foi uma mensagem muito clara aos iranianos de que não podem vir e falar de coisas sem transcendência (...

EFE |

) quando têm que tomar uma decisão. Acho que também ficou muito claro que vai haver conseqüências se não a tomarem", ressaltou Rice.

Ela destacou que, se em duas semanas Teerã não der uma resposta clara à oferta dos países, será usada a "via de Nova York (o Conselho de Segurança da ONU)" para buscar novas sanções.

"Demos uma oportunidade e eles demonstraram até agora porque há três resoluções do Conselho de Segurança que isolam o Irã e que tornam seu isolamento cada vez mais profundo", afirmou a titular do Departamento de Estado americano.

Rice entende que a diplomacia para resolver um conflito passa pelas possibilidades de negociar e sancionar.

No sábado, em Genebra, as potências ocidentais apostaram na possibilidade das negociações, mas agora estão em uma posição que lhes permite "demonstrar que, se o Irã não agir, é hora de voltar à via" das sanções, segundo Rice.

A secretária acredita que possíveis sanções adicionais não seriam aplicadas de forma rápida pela ONU, devido ao recesso de verão (hemisfério norte).

No entanto, Rice antecipou que as potências começarão a trabalhar em mais sanções no seio do Conselho de Segurança. EFE cae/db

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