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Revista Time elege os culpados pela crise financeira

A revista norte-americana Time, uma das publicações de maior prestígio nos EUA, fez uma listas das 25 pessoas que podem ser culpadas pela crise financeira que atormenta o País.

Redação |

 

As "aspas" sobre o substantivo "pessoas" explica-se. Além de indivíduos como Phil Gramm, senador pelo Texas entre 1985 e 2002 e ex-presidente da Comissão Bancária da Casa, apontado como um dos maiores defensores da desregulamentação do mercado financeiro no Legislativo, e Alan Greenspan, presidente do Banco Central dos EUA entre 1987 e 2006 e eleito "maestro da tragédia" por causa de sua gestão generosa em doses de liberdade a Wall Street, há o "consumidor americano".

AP
Bernard L. Madoff
Bernard L. Madoff
Para a revista, os americanos gastaram como se a festa nunca fosse ter fim: a primeira vez que os americanos economizaram mais do que gastaram, em um espaço de 40 anos, lembra a "Time", ocorreu no terceiro trimestre de 2008.

Na lista também há dois ex-presidentes dos EUA. Bill Clinton, cujo governo diminuiu a supervisão sobre Wall Street, e George W. Bush, que, além de abraçar a bandeira da desregulamentação como bandeira ideológica, viu a crise se desenvolver sob seus olhos sem tomar nenhuma medida agressiva para contê-la.

Henry Paulson, secretário de Tesouro dos EUA no final do governo Bush, também está no levantamento. A revista diz que Paulson assumiu o cargo em 2006, oriundo do Goldman Sachs, com a preocupação de não "atrapalhar" os mercados. O Goldman é um dos bancos mais afetados pela crise. Paulson saiu do governo sob o peso de legar ao sucessor um País em recessão.

Dick Fuld, presidente do Lehman Brothers, é outro que leva sua parcela da responsabilidade. Arrasado pelo subprime (os créditos podres oriundos do mercado imobiliário dos EUA de pessoas que pegaram empréstimos mas não tinham como pagar), o banco gerido por Fuld quebrou e desencadeou a crise no mercado financeiro dos EUA.

Além deles, há nomes como o ex-primeiro-ministro da Islândia, David Oddsson. As políticas implantadas por ele levaram o País à bancarrota e ao descrédito. A ponto de a Inglaterra classificar a inóspita e pacífica Islândia como "Estado terrorista" por conta de depósitos de cidadãos ingleses que viraram pó sob o controle de bancos do País de Oddsson.

Por fim, não poderia faltar Bernard Madoff. O ex-presidente da bolsa Nasdaq usou o "modelo de pirâmide" na qual pegava o dinheiro de um investidor para pagar outro investidor. Ele comprometeu diversos bancos e arrasou as finanças pessoais de diversos cidadãos norte-americanos.   

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