RIO - Terminou sem acordo a reunião entre o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, a Petrobras e o Ministério Público do Trabalho (MPT), que tinha por objetivo firmar um acordo para manter níveis mínimos de produção durante a greve que, segundo o sindicato, começará na próxima segunda-feira e atingirá 41 plataformas na Bacia de Campos e uma, a P-10, na Bacia de Santos.

O diretor de comunicação do sindicato, Marcos Breda, afirmou que, com o fracasso da reunião, a determinação é de que a produção seja completamente paralisada a partir da meia-noite de domingo para segunda-feira nas 42 plataformas em que atuam os filiados à instituição. Essas unidades, segundo Breda, produzem 1,5 milhão de barris de petróleo e 22 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

O foco do desentendimento entre Petrobras e sindicato é a inclusão do dia de desembarque dos petroleiros que trabalham nas plataformas como dia de trabalho. Atualmente, a empresa não considera esse dia como dia trabalhado.

De acordo com Breda, esse é um pleito antigo da categoria e consta do acordo coletivo firmado em dezembro do ano passado, que previa prazo de 60 dias para apresentação de solução por parte da empresa.

Até hoje não foi resolvida a questão e as propostas não atenderam à reivindicação da categoria, frisou Breda, acrescentando que o sindicato estará aberto a negociar um acordo com a Petrobras para determinação de cotas de produção mínima enquanto durar a paralisação. Essa é uma questão específica da nossa região e em outros locais há um número muito reduzido de trabalhadores nessa situação, disse.

Procurada, a Petrobras informou que não faz comentários sobre a paralisação e disse que mantém a política de negociação permanente com os sindicatos.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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