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Reunião do #145;Conselhão #146; foi pontuada por tiradas de humor

Além do otimismo extremado na crença de que a recessão não vai tomar conta da economia brasileira, presidente e ministros esbanjaram humor na reunião de ontem do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). Empolgado, ao pedir que a população não deixe de realizar os sonhos de consumo, Lula disse que é preciso não ter medo de comprar uma casinha, ter um carro, trocar a televisão.

Agência Estado |

E acrescentou, arrancando gargalhadas da platéia: nem de comprar "o primeiro sutiã".

Justificou-se dizendo que havia acabado de lembrar "de uma propaganda" - foi criada por Washington Olivetto, em abril de 1987, tratando da compra do primeiro sutiã por uma adolescente.

Lula já havia provocado risos na platéia durante a mais longa explanação da cerimônia, a do ministro Guido Mantega (Fazenda), que falou por 40 minutos sobre todas as medidas anticrise adotadas pelo governo. Quando Mantega, com a garganta seca, começou a pigarrear, o presidente levantou-se e levou um copo de água ao ministro. Agradecido, Mantega bebeu e brincou: "O presidente está irrigando, injetando liquidez no seu ministro da Fazenda".

Pouco depois, foi a vez de o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, virar alvo dos gracejos de Lula. Meirelles errou de púlpito e foi o único a discursar no local destinado ao presidente da República, onde bebeu a sua água. A brincadeira na platéia era que Meirelles está tão poderoso que tomou o local do presidente ao fazer discursos.

Mantega avaliou que o pior da crise já passou e, por isso, é possível ver uma luz no fim do túnel. Mas não resistiu à piada feita: "Só esperamos que não seja uma locomotiva vindo do outro lado".

No final da cerimônia, quando o presidente da CUT discursava, o ministro da Justiça, Tarso Genro, chegou à reunião acompanhado de pelo menos uns 30 deputados gaúchos, que seriam recebidos por Lula, em seguida, provocando o maior burburinho. Incomodado - talvez - com a disputa entre os ministros Tarso Genro e José Antônio Toffoli, da Advocacia Geral da União, sobre a interpretação e a abrangência da Lei de Anistia, Lula se confundiu ao citar a sigla CCC no lugar de ACC (antecipação de contratos de crédito dos exportadores), quando se referiu às medidas adotadas pelo governo para incentivar as exportações.

Cometeu o engano quando avistava Tarso em meio a dezenas de parlamentares gaúchos. "Por que eu continuo achando que a crise não vai chegar aqui? Todas as medidas que nós tomamos ainda não entraram 100% em vigor, não é, Meirelles? Nós disponibilizamos CCC para facilitar a vida dos nossos exportadores", afirmou Lula, provocando um cochicho na platéia por causa da sigla usada. CCC são as iniciais de Comando de Caça aos Comunistas, organização anticomunista brasileira que, durante o regime militar (1964-1985), denunciava e atacava pessoas contrárias ao governo. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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