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Reunião de FMI e BM confirma apoio a plano do G7 contra crise

WASHINGTON - Os ministros da Economia de todo o mundo deram hoje em Washington seu forte apoio ao plano de ação contra a crise financeira do G7 (países mais ricos), que contempla o uso de dinheiro público para evitar a falência de grandes bancos.

EFE |

A crise foi a razão que levou a série de políticos a invadir hoje as sedes do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, organismos que realizam uma das assembléias anuais mais difíceis de sua história.

A resposta coletiva foi uma mensagem clara de apoio à iniciativa do G7, que se estendeu hoje em uma reunião muito mais longa que o previsto do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC, em inglês), que é o principal órgão diretor do FMI e representa os 185 países que integram o organismo.

"O IMFC e, em conseqüência, todos os membros do FMI, dão apoio ao plano do G7", anunciou em coletiva de imprensa Youssef Boutros Ghali, ministro das Finanças do Egito e presidente do órgão.

"Apoiamos o uso de instrumentos excepcionais" contra a crise, frisou.

Em seu plano de ação, os Governos do G7, que é formado por EUA, Alemanha, França, Canadá, Reino Unido, Japão e Itália, se comprometeram a fornecer capital aos bancos, seja com dinheiro público ou privado.

O que não ficou claro é se o respaldo do IMFC ao plano pode levar outras nações a fazer o mesmo.

A China e os países exportadores de petróleo, por exemplo, desfrutam de grandes reservas, graças ao superávit gerado por suas grandes exportações.

Boutro Ghali evitou os detalhes e assinalou que a declaração de hoje é importante porque manifesta o apoio coletivo ao plano, algo que, para ele, "é essencial para restabelecer a confiança" nos mercados.

Da mesma forma, o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, disse esperar que as bolsas "entendam" o sinal enviado pelos Governos de todo o mundo, confiantes de que estão dispostos a colaborar no combate à crise.

A declaração do IMFC "é um compromisso por parte da comunidade internacional já que, dado que a crise é global, a solução tem que ser global", explicou Boutros Ghali.

O plano do G7 é mais uma exposição de princípios que um programa de medidas concretas. Só se saberá na segunda-feira agradará às bolsas, cuja abertura do próximo pregão será observada por todos os presentes à assembléia do FMI e do Banco Mundial.

Em todo caso, se pretendeu enviar aos operadores do mercado a mensagem de que podem ter certeza de que os políticos estão conscientes da gravidade dos problemas.

"Os riscos que ameaçam a economia global são os mais graves e difíceis na memória recente", disse perante o IMFC Henry Paulson, secretário do Tesouro dos EUA.

Já Strauss-Kahn frisou que "o aumento da preocupação sobre a solvência de algumas instituições financeiras com sede em EUA e Europa empurrou o sistema financeiro global à beira de um colapso sistemático".

Sem dar muitos detalhes, o gerente do FMI revelou que o organismo já recebeu pedidos de empréstimos de emergência de alguns países.

Até agora, os países em desenvolvimento tinham superado bem a crise que atingiu com força as nações desenvolvidas, mas os sinais de alerta começaram agora também a soar em seus ministérios de Finanças.

Strauss-Kahn apontou que algumas dessas nações podem sofrer problemas de liquidez pela saída do capital estrangeiro, que busca investimentos mais seguros.

O FMI pôs à disposição dos Estados-membros suas reservas de quase US$ 250 bilhões, que o organismo desembolsaria em forma de empréstimos urgentes, com menos condições que seus programas freqüentes e em questão de duas semanas.

Trata-se de um fundo extraordinariamente grande porque o organismo praticamente não tinha feito empréstimos nos últimos anos, uma vez que o mundo passava por sua maior expansão em mais de três décadas e poucos precisavam de sua ajuda.

 

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