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Resultados de empresas refletem a crise econômica global

A crise econômica mundial está se refletiu nesta quarta-feira nos resultados de vários gigantes da indústria, como o japonês Panasonic, o franco-americana Alcatel-Lucent e o americano Time Warner, que registram enorme prejuízos.

AFP |

Os lucros da Minera Escondida, que opera a maior mina de cobre do mundo no norte do Chile, caíram 45% em 2008, totalizando 3,57 bilhões de dólares, devido à queda da produção e do preço do metal no quarto trimestre.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, por sua vez, lançou um chamado aos líderes mundiais para que adotem medidas de "estímulo monetário e fiscal para tirar o mundo da depressão", um termo empregado pela primeira vez pelo dirigente para classificar a crise atual.

A pressão também aumentou para o presidente americano, Barack Obama, para que retire a cláusula "Buy American" (Compre americano) do plano de reativação que está sendo debatido no Congresso.

"O protecionismo atrofia a economia mundial em seu conjunto", declarou o porta-voz do governo do Japão, Takeo Kawamura, referindo-se à vontade dos EUA de proteger seus produtos em tempos de recessão econômica para a primeira potência mundial.

"A prevenção do protecionismo marcou as conversas das cúpulas até agora. Os governos devem manter esta postura", declarou o porta-voz.

Em contrapartida, na China sugeriram indícios de recuperação econômica em janeiro, quando o índice de compras industriais subiu até 45,3%, contra 41,2% em dezembro.

"A indústria continua encolhendo na China, mas isso não deve ir muito mais longe", disse Sherman Chan, analista do Moody's Economy.com.

A imprensa oficial chinesa informou que os bancos nacionais concederam 175 bilhões de dólares em novos créditos em janeiro (uma alta de 50% em relação a janeiro de 2007), sob a pressão oficial para oferecer mais empréstimos e apoiar assim a economia.

Também houve notícias animadoras na Europa, onde a atividade empresarial nos 16 países da zona euro cresceu depois de atingir seu fundo histórico em dezembro.

Mas estes sinais positivos para a economia mundial foram ofuscados pelos resultados de conglomerados mundiais, com perdas em massa e previsões ruins para 2009, que demonstram a envergadura da crise.

O gigante da eletrônica e dos eletrodomésticos japonês Panasonic anunciou nesta quarta-feira que cortará 15.000 empregos e fechará 27 fábricas no mundo.

O grupo prevê uma perda líquida anual de mais de 3,8 bilhões de dólares, uma projeção que contrasta com sua esperança de obter lucros quase equivalentes quando começou seu ano orçamentário, em abril de 2008.

O grupo franco-americano Alcatel-Lucent anunciou por sua vez perdas líquidas de 6,7 bilhões de dólares em 2008, depois de ter perdido 4,5 bilhões em 2007.

Este dado é superior ao esperado pelos analistas: Natixis Securities projetava por exemplo perdas no valor de 1,604 bilhão de dólares.

O gigante da mídia Time Warner também informou perdas líquidas de 13,4 bilhões de dólares em 2008.

No Japão, o grupo automobilístico Mazda Motor, cujo principal acionista é o americano em apuros Ford, disse que prevê perdas líquidas para este ano de 145 milhões de dólares.

Seu compatriota Mitsubishi Motors anunciou sua retirada do Rally Dakar, pela "súbita deterioração da economia global".

"Estamos nos preparando para condições econômicas extremamente difíceis para o ano fiscal 2009", declarou seu presidente, Osamu Masuko.

A Mitsubishi Motors registrou queda de suas vendas, assim como seus concorrentes em todo o mundo, e espera terminar o ano 2008-2009 (abril-março) com prejuízo de 644 milhões de euros.

burs/lm

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