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A Anheuser-Busch InBev (AB InBev), maior cervejaria do mundo, divulgou resultados desapontadores para o quarto trimestre do ano passado. O Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia subiu 11%, para US$ 3,12 bilhões, ante os US$ 2,81 bilhões do mesmo período do ano anterior.

No entanto, analistas esperavam que o Ebitda alcançasse US$ 3,29 bilhões.

Já as vendas da AB InBev nos últimos três meses do ano passado atingiram US$ 9,3 bilhões, abaixo da projeção dos analistas, de US$ 9,47 bilhões. O lucro líquido, de US$ 1,28 bilhão, também decepcionou. O resultado foi bem maior que os US$ 29 milhões do mesmo período de 2008, mas o dado do ano anterior havia sido distorcido por encargos extraordinários relacionados à compra, por US$ 52 bilhões, da Anheuser-Busch.

A AB InBev também revelou perspectivas cautelosas para este ano, em consequência da fraqueza na economia dos Estados Unidos, que deverá contrabalançar o sólido crescimento econômico e as vendas robustas no Brasil. O desempenho nos EUA no quarto trimestre foi prejudicado pelas entregas para atacadistas, que caíram 1,9%, e as vendas para varejistas, que recuaram 4,1%.

Resultados excepcionalmente fortes na América Latina, principalmente no Brasil, ajudaram a contrabalançar a fraqueza nos EUA. No Brasil, os resultados foram sustentados por US$ 308 milhões em ganhos com câmbio, à medida que o real se fortaleceu diante do dólar no quarto trimestre.

No Brasil, "nossas marcas estão tendo desempenho extremamente bom em termos de preferência e performance de mercado", disse o diretor financeiro da companhia, Felipe Dutra. "Nós vemos isso como uma tendência", completou.

A AB InBev, que tem sede em Leuven, na Bélgica, continua lutando contra volumes de venda fracos na Europa Ocidental, onde a companhia planeja cortar sua força de trabalho em 10% (800 empregos). Na região, os volumes caíram 4,8% no quarto trimestre. As informações são da Dow Jones.

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