BRASÍLIA - As contas da União continuam a apresentar aumento de investimentos e redução de despesas com custeio no ano. Dados divulgados hoje mostram que os investimentos pagos subiram 48,6% de janeiro a julho sobre período igual de 2007, somando R$ 12,865 bilhões ante R$ 8,65 bilhões no ano passado. Somente em julho, ficaram em R$ 2,99 bilhões.

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, divulgou ainda que o custeio teve alta nominal de 11,2% na mesma relação, totalizando R$ 48,7 bilhões contra R$ 43,79 bilhões.

Questionado se essa variação não é elevada, considerando que ficou acima da variação da inflação acumulada nos primeiros sete meses do ano (4,19% no IPCA, por exemplo), Augustin rebateu: "Não acho que despesas de custeio devam seguir a inflação."

Ele argumentou ainda que as despesas de custeio administrativo têm caído em relação a variações ocorridas em outros anos. Mas não deu números sobre essa comparação.

De qualquer forma, o secretário prefere usar um indicador adotado pelo Tesouro no início do ano, que mede os resultados fiscais do governo central (União, Previdência e Banco Central ) em relação ao crescimento nominal do Produto Interno Bruto (PIB) para o período.

Nessa comparação, a receita total cresceu 4,2% acima da variação do PIB, enquanto a despesa teve uma queda real de 1%. De janeiro a julho de 2007, as receitas registraram aumento real de 2,5% sobre 2006, e as despesas também subiram 2,2%.

Nos sete primeiros meses deste ano, os gastos com custeio tiveram contração real ainda maior, de 1,5%, enquanto os investimentos subiram 31,6% na mesma relação, até julho.

Augustin destacou que dentro dos investimentos totais, houve alta de 105% nos pagamentos efetivados com obras do Projeto Piloto de Investimentos (PPI), que saltaram de R$ 1,6 bilhão nos sete primeiros meses de 2007 para R$ 3,31 bilhões neste ano.

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