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Resultado do BMG é 40% menor no primeiro semestre

BELO HORIZONTE - Mesmo com a expansão registrada na carteira própria de operações de crédito, o Banco BMG não conseguiu escapar dos efeitos negativos decorrentes do turbulento cenário financeiro internacional. Custos mais elevados de captação, impulsionados pela alta volatilidade do mercado, afetaram as margens operacionais da instituição mineira, reduzindo o seu lucro líquido para R$ 151 milhões no primeiro semestre deste ano, 40% abaixo do apurado no mesmo período de 2007.

Valor Online |

Para os executivos do banco, os próximos meses deverão seguir a mesma tendência de spreads menores e prazos mais curtos nos financiamentos. Embora a atividade permaneça aquecida, o ritmo de crescimento das operações de crédito já é menor e estamos entrando no segundo semestre com margens mais apertadas e prazos menos agressivos do que nos últimos anos , afirmou Ricardo Gelbaum, diretor financeiro do BMG.

Segundo ele, os spreads do Sistema Financeiro Nacional (SFN), que chegaram a 45% em média, devem retroceder para uma faixa entre 20% a 25%.

Ainda não é claro o desfecho da volatilidade e do nervosismo do mercado, que não estão mais localizados apenas nos Estados Unidos , afirmou Gelbaum.

Como reflexo da conjuntura externa adversa, as captações domésticas via Certificados de Depósitos Bancários (CDB) tiveram aumento de custos da ordem de dois pontos percentuais, de acordo com o executivo.

No primeiro semestre, o BMG efetuou duas captações externas. Em março, levantou US$ 250 milhões e, em maio, mais US$ 200 milhões.

Soubemos aproveitar bem as janelas de oportunidades que se abriram , disse Gelbaum.

No segundo semestre, novas captações dependerão do humor do mercado internacional que, segundo ele, será influenciado, no curto prazo, pelos balanços dos bancos americanos e europeus a serem divulgados nas próximas semanas.

Estamos prontos para acessar o mercado outra vez, mas isso não ocorrerá antes de setembro , disse o executivo.

Nesse momento bem mais volátil do mercado, as receitas de intermediação financeira do BMG somaram R$ 934 milhões entre janeiro e junho, 11% abaixo do verificado nos mesmos meses de 2007. As despesas de intermediação financeira foram de R$ 207 milhões, 42% acima do incorrido no ano passado. Como consequência, o resultado operacional ficou em R$ 198 milhões, ante os R$ 386 milhões de 2007.

As operações de crédito, contudo, foram fortemente incrementadas. O saldo de R$ 10,2 bilhões de junho de 2007 subiu para R$ 14,7 bilhões, perfazendo alta de 37%.

Da mesma forma foi acrescido o volume de operações de crédito próprias, que passaram de R$ 3,5 bilhões para R$ 5 bilhões, totalizando expansão de 44%.

A carteira de crédito consignado, que alcançou o montante de R$ 8,7 bilhões no primeiro semestre de 2007, encerrou agora em R$ 11 bilhões. As linhas de financiamento de automóveis, por sua vez, quase dobraram de tamanho, chegando a R$ 2 bilhões.

Em março, o Banco BMG acertou com o UBS Pactual uma linha de crédito de R$ 1 bilhão para reforçar o seu patrimônio, dentro de uma perspectiva futura de abertura de capital ou venda de uma participação acionária estratégica.

(Danilo Jorge | Valor Econômico)

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