O vazamento de petróleo no Golfo do México pode provocar atrasos nos planos da Petrobras. A empresa se prepara para iniciar a produção de seu maior projeto em solo norte-americano, mas pode sofrer impactos da restrição a perfurações de poços anunciada na sexta-feira pelo presidente Barack Obama.

O vazamento de petróleo no Golfo do México pode provocar atrasos nos planos da Petrobras. A empresa se prepara para iniciar a produção de seu maior projeto em solo norte-americano, mas pode sofrer impactos da restrição a perfurações de poços anunciada na sexta-feira pelo presidente Barack Obama. Especialistas veem ainda impacto nos preços do petróleo e nas apólices de seguros para o setor. A estatal previa iniciar a operação do projeto Cascade-Chinook entre junho e julho deste ano. Com capacidade máxima de 80 mil barris por dia, o projeto é considerado inovador ao prever a instalação do primeiro navio-plataforma do Golfo do México - a tecnologia, conhecida como FPSO (da sigla em inglês de unidade flutuante de produção, estocagem e transbordo) é muito usada pela estatal no Brasil, mas inédita nos Estados Unidos. O cronograma do projeto prevê a perfuração do último poço produtor ao longo do primeiro semestre de 2010. A instalação do FPSO BW Pioneer, responsável pela produção em Cascade-Chinook, seria feita no fim do semestre. A unidade foi construída em Cingapura e tinha previsão de chegada aos Estados Unidos no final do ano. A Petrobras não comentou a possibilidade de adiamento, mas analistas acreditam que a companhia terá dificuldades para manter os prazos, diante das restrições para a perfuração de poços e dos esforços para conter o óleo que vaza do poço onde estava a plataforma que explodiu esta semana, operado pela BP. O governo está pedindo ajuda das petroleiras para conseguir equipamentos para os trabalhos. Especialistas ouvidos pelo Estado afirmam que o vazamento terá outros impactos no setor de petróleo. O primeiro, já sentido semana passada, foi a queda de 7% das ações da BP no dia seguinte ao vazamento. O acidente também já teve impacto no preço do petróleo, que subiu 1,2% na sexta-feira, atingindo a máxima em três semanas.

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