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Resistência de republicanos ameaça ajuda a montadoras americanas

María Peña. Washington, 11 dez (EFE).- O plano de US$ 14 bilhões para ajudar as montadoras de veículos General Motors (GM), Ford e Chrysler agoniza no Senado americano, dadas a resistência e as excessivas condições impostas pelos republicanos influentes para socorrer o setor.

EFE |

Ontem, a Câmara de Representantes aprovou o resgate às fabricantes de veículo, com 237 votos a favor e 170 contra, mas o plano de ajuda enfrenta um futuro incerto no Senado.

Fontes legislativas consultadas hoje pela Agência Efe disseram que, por enquanto, tanto democratas como republicanos continuam negociando, e que, por conta disso, não há data nem hora para a apreciação do projeto de lei.

Devido ao impasse, o escritório do líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, não descarta que a votação se estenda até o fim de semana.

O principal responsável pelas dificuldades na aprovação do plano é o líder da minoria republicana, Mitch McConnell, que hoje disse que votará contra o resgate.

Como os democratas só têm 50 cadeiras no Senado, não conseguem frear as táticas dilatórias da minoria opositora, para o que precisaria de pelo menos 60 assentos.

Para justificar sua posição, McConnell usa o argumento de muitos republicanos: que o plano não oferece garantias para a viabilidade a longo prazo da GM, da Ford e da Chrysler.

O maior "defeito" do plano, destacou o senador republicano, é que ele "promete dinheiro dos contribuintes em troca de reformas que podem ou não ocorrer amanhã".

O opositor acrescentou que, em vez de pedirem que a população "subsidie um fiasco", os americanos merecem garantias de que seu "investimento" propiciará o surgimento de empresas "mais eficientes e mais sólidas, que não precisem de mais ajuda dos contribuintes daqui a poucas semanas ou meses".

O consenso é que, sem o empréstimo, o colapso das companhias agravaria a crise econômica com a eliminação de milhões de empregos.

A GM é a montadora que mais precisa da ajuda, enquanto a Ford disse que só usaria os recursos se sua situação se agravar.

Apesar do cenário "catastrófico", não há acordo sobre como reformar e promover a viabilidade da indústria automotiva, comprometida por uma enorme dívida, pelo congelamento do crédito, pela queda nas vendas e por uma população resistente a outro plano de resgate.

McConnell acha que a proposta do senador republicano do Tennessee, Bob Corker, melhoraria muito o resgate às montadoras.

"Minha proposta é muito simples: disponibilizamos o dinheiro que as empresas pedem, mas, em troca, exigimos condições", disse Corker, em cujo estado há uma fábrica da GM.

A proposta do senador do Tennesse obriga as empresas a traçar, até 15 de março de 2009, um programa detalhado para a redução de sua dívida em dois terços.

Além disso, pede que as três montadoras ajustem seus custos trabalhistas para que se equiparem aos de suas concorrentes estrangeiras, como Nissan, Toyota e Honda.

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Automotivo (UAW, na sigla em inglês) teme que seus membros acabem virando "bodes expiatórios", já que, segundo alega, o custo trabalhista dos funcionários do setor é de aproximadamente 8%.

A proposta de Corker, além disso, pede que parte dos pagamentos que as empresas fazem aos sindicatos inclua ações.

Até o momento, de nada serviram as pressões da Casa Branca para que os republicanos permitam a votação do plano.

O vice-presidente Dick Cheney, o chefe de gabinete da Casa Branca, Joshua Bolten, e o secretário de Comércio, Carlos Gutiérrez, pressionaram os legisladores considerados mais resistentes.

O presidente eleito dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama, também se uniu aos apelos para que o Congresso aprove o plano ainda esta semana.

"Não podemos simplesmente assistir ao colapso desta indústria como observadores, porque isso provocaria um efeito dominó devastador em toda nossa economia", disse Obama em uma entrevista coletiva em Chicago.

Os US$ 14 bilhões a serem aprovados são bem menos que os US$ 34 bilhões solicitados pelas montadoras, mas os legisladores acham que essa quantia basta para que elas continuem operando até março de 2009.

A GM agradeceu o apoio da Câmara de Representantes. Em um comunicado, disse que a medida a deixa mais próxima "de proteger os empregos" e permite "a criação de uma indústria automotiva americana mais competitiva para manter a vitalidade econômica dos EUA". Além disso, pediu rapidez na votação do Senado. EFE mp/sc

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