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Resgate financeiro não é panacéia , diz Paulson

Washington, 18 nov (EFE).- O plano de resgate financeiro dos EUA não é uma panacéia para todas as dificuldades, disse hoje o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, ao defender no Congresso o plano de resgate de US$ 700 bilhões para o setor financeiro, em meio a fortes críticas dos legisladores pela falta de ajuda aos proprietários de imóveis.

EFE |

Paulson e o presidente do Federal Reserve (banco central americano), Ben Bernanke, falaram em uma audiência do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara de Representantes, onde foram questionados pelo uso de US$ 700 bilhões autorizados pelo Congresso.

Em seu discurso, Paulson disse que pretendia deixar metade do pacote, US$ 700 bilhões, como reserva para ser utilizada pelo novo Governo, do democrata Barack Obama, que tomará posse em 20 de janeiro.

Os dois encontraram ceticismo e críticas de alguns legisladores, e a divergência da presidente da Corporação Federal de Garantia de Depósitos, Sheila Bair, para quem deveria haver uma ajuda rápida aos que enfrentam a execução de suas hipotecas.

Bair disse que entre 4 milhões e 5 milhões de famílias com hipotecas sofrerão a execução de suas casas nos próximos dois anos se não forem socorridas.

No entanto, Paulson argumentou que "o plano de socorro financeiro não teve o propósito de ser um estímulo econômico ou um pacote de recuperação econômica".

"Seu propósito foi o de estabilizar os mercados financeiros e o fluxo de crédito, e não é uma panacéia para todas nossas dificuldades", acrescentou.

O presidente do Comitê, o deputado Barney Frank, democrata de Massachusetts, respondeu que o Governo Bush deveria contemplar o problema das execuções hipotecárias.

Os democratas também querem uma lei que autorize o uso de parte dos fundos para ajudar as empresas americanas fabricantes de veículos automotores, mas Paulson rejeitou o uso de uma porção dos recursos para auxiliar este setor.

Esta tarde os máximos executivos da General Motors, Richard Wagoner; da Ford, Alan Mulally; e de Chrysler, Robert Nardelli, junto ao presidente do Sindicato Unido de Trabalhadores da Indústria Automotivo, Ron Gettelfinger, explicarão ao Comitê de Bancos do Senado por que defendem um socorro urgente a essa indústria.

O Governo Bush obteve os US$ 700 bilhões do Congresso com uma proposta que contemplava a compra dos ativos "tóxicos" dos bancos, mas depois mudou de tática e optou pelo investimento direto no capital das instituições financeiras mais necessitadas.

"Uma preocupação é a de que os bancos, que receberam injeções de capital com este programa, não usaram os fundos para retomar o empréstimo", disse Frank. "Outra, é que não se fez muito para prevenir as execuções hipotecárias", acrescentou.

Neste sentido, a presidente da Corporação de Garantia de Depósitos explicou sua proposta para que se usem US$ 24,4 bilhões dos US$ 700 bilhões do pacote para impedir 1,5 milhão de execuções hipotecárias.

"A raiz da atual crise econômica é que não encaramos de maneira eficaz os empréstimos impagáveis e as execuções hipotecárias desnecessárias".

"O plano aprovado pelo Congresso deu (ao secretário do Tesouro) especificamente a autoridade para o uso de garantias que facilitassem a prevenção de execuções", acrescentou.

No entanto, Paulson insistiu hoje em que não usará uma porção dos US$ 700 bilhões da maneira que propõe Bair.

A deputada Carolyn Maloney, democrata de Nova York, disse que os bancos que já receberam mais de US$ 200 bilhões do Governo "usam isso para acumular capital, para fusões, aquisições, compra de trocas e outras operações em lugar de dar crédito à comunidade".

Bernanke explicou que a compra de ações nos bancos "é crucial para a restauração da confiança e a promoção do retorno dos mercados de crédito a um funcionamento mais normal".

O Governo comprometeu US$ 250 bilhões para suas intervenções nos bancos, e acrescentou US$ 40 bilhões aos US$ 110 bilhões já utilizados para nacionalizar a seguradora American International Group (AIG). EFE jab/jp

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