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Resgate ao Citigroup puxou alta de 9,4% na Bovespa e queda no dólar

SÃO PAULO - A semana começou de maneira bastante otimista para os mercados brasileiros. Alinhada ao bom humor externo depois do resgate do Citigroup, a Bovespa disparou mais de 9% e o dólar e os juros caíram de forma acentuada, refletindo a menor aversão ao risco.

Valor Online |

A notícia que movimentou os mercados foi a injeção de US$ 20 bilhões que o governo dos Estados Unidos decidiu fazer no Citigroup depois que o banco viu suas ações desabarem mais de 70% na semana passada. O banco estava em meio a uma grave crise de confiança depois que teve que liquidar fundos e reconhecer novas perdas em seu balanço.

Além do dinheiro, o governo norte-americano também passará a garantir cerca de US$ 300 bilhões em ativos de risco que estão na carteira do banco, mas há limitações sobre os tipos de papéis que estão protegidos.

Confirmando o noticiário da sexta-feira, o presidente eleito, Barack Obama, anunciou oficialmente sua equipe econômica. As indicações mais elogiadas foram Timothy Geithner, atual presidente do Federal Reserve (Fed) de Nova York, para a secretaria do Tesouro, e Lawrence Summers como principal assessor econômico na Casa Branca.

Os investidores também receberam novas indicações de estímulo econômico na China. Depois do pacote de US$ 580 bilhões, o governo estaria estudando aumentar salários e reduzir impostos para estimular a demanda interna do país. O projeto seria apreciado em reunião do Partido Comunista agendado para o começo de dezembro.

Acompanhando os ganhos na Europa e em Nova York, o Ibovespa chegou a subir 10% na máxima do dia antes de encerrar com valorização de 9,40%, aos 34.188 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 3,59 bilhões. Dos 66 papéis que compõem o índice, 18 subiram mais de 10%, entre eles, Petrobras, Vale, siderúrgicas e bancos.

Em Wall Street, o Dow Jones garantiu ganho de 4,93% e o Nasdaq avançou 6,33%. Na Europa, o dia também bastante positivo, com ganho de 9,84% em Londres e de 10,34% em Frankfurt.

A formação da taxa de câmbio, que já vinha atrasada na sexta-feira, pois o mercado por aqui fechou antes da virada de humor em Wall Street, seguiu a indicação externa e passou por acentuado ajuste de baixa.

Ao fim do pregão, o dólar comercial era negociado a R$ 2,323 na compra e R$ 2,325 na venda, queda de 5,41% sobre o fechamento de sexta-feira.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), o decréscimo foi de 5,63%, levando a divisa para R$ 2,331 no encerramento dos negócios. O giro financeiro somou US$ 324 milhões, quase cinco vezes mais do que o registrado na sexta-feira.

Os juros futuros também acompanharam a sinalização externa, e a tendência de baixa que já vinha sendo observada nos últimos dias foi acentuada pela queda no preço do dólar.

Ao fim do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava baixa de 0,22 ponto percentual, para 14,66%. Janeiro 2011 fechou com perda de 0,25 ponto, a 15,45%, e janeiro 2012 apontava 15,71%, com desvalorização de 0,19 ponto.

Na ponta curta, dezembro de 2008 destoava do restante do mercado avançando 0,04 ponto percentual, para 13,11% ao ano. E o DI para janeiro de 2009 apontava estabilidade, a 13,52%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 280.255 contratos, equivalentes a R$ 24,73 bilhões (US$ 10,18 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 120.060 contratos, equivalentes a R$ 10,32 bilhões (US$ 4,25 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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