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Reservas de US$ 200 bi não evitam desvalorização

O elevado volume de reservas internacionais sempre foi tratado pelo governo como um seguro para os momentos de crise. Mas este colchão de dólares do País até agora não foi suficiente para evitar que o real se tornasse a moeda com maior desvalorização nesse período mais agudo da crise internacional.

Agência Estado |

Desde setembro, a moeda brasileira perdeu 26% do seu valor, fechando na sexta-feira a R$ 2,365 por dólar.

No governo, a avaliação é que há pelo menos três motivos para esse movimento da taxa de câmbio, a despeito do elevado volume de reservas.

O primeiro é que nos últimos anos o real foi a moeda que mais se valorizou e seria natural que agora ela devolvesse parte desse movimento. O segundo é que o Brasil é grande exportador de commodities. Como elas tiveram forte queda de preços, o ingresso de dólares no País se reduziu. O terceiro motivo é a valorização global do dólar.

Apesar do tombo recente do real, o governo não considera inócua a acumulação de reservas. A equipe econômica considera que as reservas são instrumento para reduzir distorções de preços e de liquidez no mercado.

O ex-diretor do Banco Central Carlos Thadeu de Freitas diz que a existência de um volume elevado de reservas não significa que o BC tenha de utilizá-la para reverter uma tendência no mercado. "A Rússia fez isso e depois teve que subir os juros para conter a saída de divisas e segurar a taxa de câmbio."

O professor de economia da PUC-SP Antônio Corrêa de Lacerda considera correta a estratégia do BC de preservar as reservas. Segundo ele, países como Índia e Coréia do Sul perderam, cada um, recursos da ordem de US$ 100 bilhões tentando defender suas moedas.

O economista da Tendências Consultoria André Sacconato adota tom mais crítico e diz que, para que as reservas façam efeito no câmbio, "elas precisam ser utilizadas."

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