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Reservas de petróleo do pré-sal podem ser uma só

A Petrobras já admite como praticamente certa a necessidade de unitizar (considerar como um só volume) parte ou a totalidade dos reservatórios do pré-sal da Bacia de Santos no entorno de Tupi, área que tem reservas de petróleo estimadas entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris. A informação foi dada ontem pelo coordenador de Exploração e Produção da estatal, Eduardo Molinari, com base nos mais recentes estudos sísmicos feitos na região.

Agência Estado |

Previsto pela Lei do Petróleo, o processo de unitização é obrigatório quando se confirma que um mesmo reservatório é origem do óleo extraído por dois ou mais blocos contíguos. Para que não haja exploração predatória do campo, os concessionários dos diferentes blocos são convocados a formar uma parceria e operar em conjunto naquela área.

A comprovação de que o bloco de Iara, a nordeste de Tupi, faz parte da mesma reserva, é questão de pouco tempo. Mas há suspeitas de que outros blocos exploratórios da região integram o mesmo reservatório, o que poderá ampliar os debates em torno do pré-sal. Entre um bloco e outro, há regiões não licitadas que pertencem à União e também terão de entrar no processo de unitização.

A área em questão, segundo a projeção de analistas - não confirmada pela Petrobras -, inclui sete blocos que podem conter até 56 bilhões de barris. Se as estimativas de analistas de bancos de investimentos especializados no setor petrolífero se confirmassem, o Brasil entraria na lista das dez maiores reservas mundiais de petróleo.

Chamado de "cluster" (complexo) de Tupi, a área envolve os blocos BMS-8, BMS-9, BMS-10, BMS-11, BMS-21, BMS-22 e BMS-24, licitados em diferentes rodadas da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Estão presentes nesse cluster composições societárias distintas. Além da Petrobras, operadora de seis dos sete blocos, há as multinacionais Repsol (espanhola), Shell (anglo-holandesa), BG (britânica), Galp (portuguesa) e as americanas Exxon e Amerada Hess.

A Exxon (Esso, no Brasil) é a única companhia privada a operar um bloco, o BMS-22 (Bacia Marítima de Santos, 22), com 40%. Participam da sociedade a Amerada Hess (40%) e a Petrobras (20%). Esse também é o único bloco ainda não perfurado. A previsão é de que o primeiro poço seja feito em setembro.

A eventual unitização não impede o início do teste de longa duração de Tupi, que definirá a produtividade do campo, e está previsto para o início de 2009. Também não atrapalha os planos da Petrobras de começar a produzir na área a partir de 2010. A lei prevê indenização aos parceiros, no caso de prejuízo por unitização.

Desde o anúncio da reserva de Tupi, em novembro do ano passado, havia rumores sobre a hipótese de o campo exceder os limites do bloco. Foi por causa dessa suspeita que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu retirar da 9ª Rodada da ANP pelo menos 26 blocos na franja de Tupi.

"Pela sísmica realizada mais recentemente, há indícios de forte continuidade das reservas entre as áreas ao redor de Tupi", disse Molinari. Ele não soube afirmar quais áreas poderiam passar por esse processo. "As empresas que estão atuando na área do pré-sal próximo a Tupi terão de sentar para conversar em breve."

Segundo o coordenador da Petrobras, a estatal contratou novos estudos sísmicos de última geração para identificar inicialmente a continuidade da concentração por todo o bloco BMS-11, onde estão localizados os prospectos de Tupi, Tupi Sul e Iara. O objetivo é verificar a extensão do reservatório e tentar comprovar se há continuidade ou se existe uma separação entre eles.

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